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Economia

Como se organizar para o Imposto de Renda 2026

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Com o calendário do Imposto de Renda 2026 ainda não divulgado oficialmente pela Receita Federal, os contribuintes já podem começar a se preparar para declarar com menos riscos de erros, atrasos e pendências. A recomendação é do contador, empresário e mestre em Negócios Internacionais André Charone, que também é professor e produtor de conteúdo em gestão e finanças.

“Quando o prazo abre, muitas pessoas correm para reunir informes de rendimentos, comprovantes e dados que poderiam estar separados antes. Adiantando essa organização, o risco de cair na malha fina por inconsistências simples diminui, além de ganhar tempo para escolher entre o modelo completo ou simplificado”, explica Charone.

A Receita Federal já divulgou orientações sobre as mudanças válidas a partir de 1º de janeiro de 2026, incluindo isenção para rendas mensais de até R$ 5.000 e redução gradual do imposto para rendas até R$ 7.350, além de regras de isenção e descontos no cálculo anual.

“Mesmo antes da declaração, essas alterações afetam o desconto do IR no salário e outros rendimentos. É importante acompanhar holerites e informes para entender as mudanças na retenção”, afirma Charone.

Checklist

Segundo o especialista, a melhor forma de se preparar é dividindo a tarefa em três etapas:

  1. Separar documentos essenciais, como informes de rendimentos de empresas, INSS, bancos e corretoras, comprovantes de despesas dedutíveis, quando aplicável, como educação e saúde, além de recibos e contratos relacionados a aluguel, compra e venda de bens e financiamentos. “Não basta guardar, é fundamental organizar por categoria e CPF, especialmente envolvendo dependentes”, reforça.
  2. Deixar o acesso digital preparado. A Receita permite a entrega tanto por programa quanto pelo ambiente online e app, no serviço “Meu Imposto de Renda”. “Quem deixa para resolver o login na última hora pode perder um ou dois dias só para acessar. Antecipar isso facilita muito”, destaca.
  3. Planejar o preenchimento com estratégia. A declaração pré-preenchida pode ajudar a reduzir erros e digitação, mas requer conferência cuidadosa. “A pré-preenchida é um bom ponto de partida, mas o contribuinte continua responsável por revisar e completar as informações”, lembra Charone.

“Minha recomendação é agir como se o prazo fosse abrir amanhã: deixar documentos e acessos prontos. Assim, quando a Receita divulgar o calendário, basta executar”, conclui André Charone.

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