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russia bombardeia ucrania antes do 4 aniversario da invasao

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A Rússia iniciou uma série de ataques com drones e mísseis contra diferentes áreas na Ucrânia neste domingo (22), impactando infraestrutura ferroviária, instalações energéticas e residências, apenas dois dias antes de completar quatro anos desde o começo da invasão.

Em Kiev, jornalistas da AFP escutaram explosões à madrugada, logo após soar o alerta de ataque aéreo por mísseis balísticos.

A capital tem sido alvo constante de bombardeios no conflito e, recentemente, Rússia intensificou os ataques mirando a infraestrutura energética durante o rigoroso inverno.

Volodimir Zelensky, presidente ucraniano, criticou em redes sociais que “Moscou está aplicando mais recursos em ataques do que negociações”, informando que cerca de 50 mísseis e 300 drones foram lançados. Ele destacou que as principais vítimas foram as redes de energia, além de danos a prédios residenciais e estações ferroviárias.

Diplomaticamente, a Hungria anunciou que vetará um novo pacote de sanções da União Europeia contra Rússia, justificando pela interrupção no fornecimento de petróleo através do oleoduto Druzhba.

A Ucrânia acusa ataques russos de terem danificado o oleoduto em janeiro, mas a Hungria afirma que Kiev é responsável pela segurança do trecho que atravessa seu território.

Nas regiões de Kiev e arredores, os ataques causaram ao menos um óbito e ferimentos em dezenas de pessoas, incluindo quatro crianças, segundo a polícia local.

Moradores como Olga, de 48 anos, relataram terem sentido seu prédio vibrar. Outro residente, Anton, afirmou que a área é residencial e não possui instalações militares ou industriais.

No lado russo, na área de Belgorod próxima à fronteira com Ucrânia, dois civis perderam a vida durante um ataque com drones, conforme o governador Vyacheslav Gladkov.

O Ministério da Defesa da Rússia alegou ter interceptado mais de 70 drones ucranianos, alguns deles sobrevoando a capital Moscou.

À noite, toda a Ucrânia entrou em alerta aéreo devido à ameaça de mísseis balísticos.

O Exército polonês preparou aviões para vigiar seu espaço aéreo, medida comum diante de ataques em larga escala oriundos da Rússia que ameaçam as fronteiras polonesas.

As regiões ucranianas de Dnipro e Odessa também foram bombardeadas, causando ferimentos e danos em infraestruturas.

A Rússia, que controla cerca de 20% do território ucraniano, segue atacando civis e infraestrutura, agravando a crise energética do país desde o início da guerra em 2022.

As temperaturas chegaram a quase -10°C nesta manhã em Kiev no momento do novo ataque.

Em Lviv, próxima à fronteira com a Polônia, explosões em estabelecimentos comerciais causaram a morte de uma policial e ferimentos em outras 15 pessoas durante a noite, antes da ativação de alertas de ataque aéreo.

O prefeito Andrii Sadovy classificou o ocorrido como um ato terrorista, sem apontar responsáveis.

As autoridades prenderam uma cidadã ucraniana suspeita de envolvimento nas explosões e investigam o caso.

Desde a invasão inicial em 24 de fevereiro de 2022, o conflito é o mais violento e devastador na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Zelensky declarou recentemente que a Ucrânia não está perdendo a guerra, mas questiona se será possível vencê-la.

Nas negociações diplomáticas recentes entre Kiev, Moscou e Washington, ainda não houve avanços expressivos.

Na próxima terça-feira, ao entrar no quinto ano, uma reunião virtual da Coalizão de Voluntários apoiando a Ucrânia será realizada com a participação do presidente francês Emmanuel Macron e do primeiro-ministro britânico Keir Starmer.

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