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Nenhum brasileiro pediu apoio para sair do Irã, afirma embaixador

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O embaixador do Brasil em Teerã, André Veras Guimarães, afirmou que nenhum brasileiro requisitou ajuda para sair do Irã, país no Oriente Médio que sofreu ataques dos Estados Unidos e seus aliados no último final de semana.

Segundo Guimarães, a comunidade brasileira no Irã é pequena, com cerca de 200 pessoas, compostas principalmente por mulheres brasileiras casadas com iranianos.

“Não temos notícia de brasileiros que tenham sido atingidos por algum ataque”, declarou, em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional.

“Mantemos um grupo no WhatsApp que funciona conforme a disponibilidade da internet. Caso alguma assistência fosse necessária, eles já teriam se comunicado conosco”, acrescentou.

Até o momento, o único brasileiro a deixar o Irã foi um treinador de futebol, que saiu por conta própria pela fronteira com a Turquia.

Guimarães ressaltou que a orientação do governo brasileiro é oferecer suporte aos seus cidadãos, proteger a equipe da embaixada e manter atualizadas as informações para avaliações constantes. Ele disse ainda que é prematuro considerar a retirada total da equipe.

“Estamos sempre avaliando a situação para saber se é seguro permanecer. Até agora, os ataques têm sido direcionados a alvos militares e governamentais. Não há falta de energia, água ou abastecimento nos mercados, e há poucas pessoas nas ruas. Portanto, ainda é possível permanecer em Teerã, embora exista risco de consequências indiretas”, explicou.

Segundo Guimarães, o momento é de grande apreensão, tensão e ansiedade.

“Os ataques são frequentes e violentos, com bombas poderosas lançadas recentemente e em várias ocasiões.”

Ele relatou que o objetivo dos ataques é atingir estruturas do exército, da Guarda Revolucionária e do governo iraniano, mas nunca fica claro qual prédio está relacionado a esses alvos.

Na opinião do embaixador, é improvável que esses ataques derrubem o atual regime iraniano, como deseja o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“O sistema está muito bem estruturado e enraizado. Observando a política interna, não parece que esses ataques levarão à queda do regime”, afirmou.

Ele destacou que o sistema foi construído ao longo de quatro décadas, com mecanismos constitucionais para substituir autoridades, os quais deverão ser utilizados agora.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto durante a ofensiva militar dos Estados Unidos e Israel contra o país persa no último sábado (28). No domingo (1º), foi anunciada a criação de um conselho coletivo para assumir seu lugar.

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