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Hospital de Base do DF aumenta atendimentos de emergência cardíaca em 77%

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Se você sentir dor no peito, falta de ar ou mal-estar, é importante buscar ajuda imediatamente. No Hospital de Base do Distrito Federal, os atendimentos para problemas do coração cresceram 77% em 2025. Isso aconteceu porque o hospital reorganizou seus atendimentos de emergência, tornando o processo mais rápido e seguro para a população.

Essa mudança faz parte de uma reestruturação liderada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Foram revistos os processos internos e fortalecida a integração entre os setores de pronto-socorro, cardiologia, hemodinâmica e internação, permitindo que muitos casos sejam resolvidos já no primeiro atendimento.

Segundo Gabriela Thevenard, chefe do Serviço de Cardiologia, agora o hospital atende não apenas casos graves, mas também pacientes com problemas cardíacos mais simples ou em fase inicial, possibilitando um diagnóstico e tratamento mais rápidos.

O atendimento começa com uma triagem específica para sintomas do coração, seguido de avaliação médica e exames, como eletrocardiograma e testes laboratoriais. Essa avaliação inicial ajuda a equipe médica a decidir o melhor encaminhamento para cada paciente, seja observação, internação ou um procedimento especializado.

Além de aumentar os atendimentos no Hospital de Base, essa reorganização ajudou a reduzir a pressão sobre as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais regionais, fazendo com que cada unidade atue de acordo com suas especialidades.

Jonas Morais Sousa, de 53 anos, que já teve dois infartos, procurou o hospital em janeiro deste ano sentindo mal-estar. Ele foi avaliado, fez exames e ficou internado. Após tratar uma infecção renal, passou por uma cirurgia para revascularização do miocárdio em fevereiro e está em recuperação. Ele elogiou o atendimento e dedicou palavras de agradecimento a toda equipe.

Em 2024, o hospital adquiriu um novo aparelho de angiocardiografia, melhorando a tecnologia disponível. Agora, com dois equipamentos funcionando, o número de procedimentos na Hemodinâmica cresceu 33% em 2025 em relação ao ano anterior.

Gabriel Kanhouche, chefe do setor, destaca que o aumento no número de exames e intervenções possibilita diagnósticos mais rápidos e o início do tratamento imediato.

O atendimento começa com uma classificação de risco no pronto-socorro, seguindo um protocolo específico para sintomas cardíacos. Depois de avaliados e submetidos a exames, os pacientes podem ser observados, internados ou encaminhados a procedimentos. Mesmo depois da alta, o acompanhamento ambulatorial garante a continuidade dos cuidados.

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