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Ataques dos EUA e Israel atingem Irã após alerta de Trump

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Ataques aéreos intensos dos Estados Unidos e Israel atingiram instalações militares, danificaram um importante local de culto e causaram cortes de energia no Irã nesta terça-feira (31), após o presidente americano Donald Trump ter alertado sobre possíveis ataques às usinas elétricas iranianas.

Apesar das negociações diplomáticas, o conflito no Oriente Médio permanece acirrado após mais de um mês de confrontos que impactaram a economia global e causaram milhares de mortes.

Imagens verificadas mostraram explosões fortes e colunas de fumaça em Isfahan, região central do Irã. A mídia estatal reportou danos em um Grande Hosseiniya, centro religioso xiita, em Zanjan, no noroeste, onde quatro pessoas perderam a vida.

Trump compartilhou um vídeo em sua rede social Truth Social, mostrando intensas explosões, sem comentários adicionais.

Agências noticiosas iranianas relataram múltiplas explosões e cortes de energia em várias áreas da capital Teerã, que foram posteriormente restaurados.

O exército israelense recomendou que moradores de um bairro de Teerã permanecessem em casa devido a um possível ataque à infraestrutura militar da região.

Moradores da capital relataram à AFP o impacto do conflito em suas vidas cotidianas, mostrando ansiedade e o desejo por dias de paz.

Mensagens oficiais dos EUA indicam incerteza sobre o fim do conflito. Donald Trump teria indicado optar pela diplomacia para reabrir o estratégico Estreito de Ormuz, embora publicamente tenha ameaçado ataques a instalações energéticas iranianas caso as negociações não avancem.

O presidente americano enfatizou a ilha de Kharg, principal terminal de petróleo do Irã, como alvo possível, sem descartar operações terrestres contra o local e outras instalações essenciais.

Notícias também indicam que uma usina de dessalinização na ilha de Qeshm foi desativada após ataque e que uma empresa farmacêutica fabricando medicamentos contra o câncer foi outro alvo dos ataques.

Enquanto isso, o Irã continuou a disparar contra o Golfo, com relatos de explosões em Jerusalém e danos em Dubai, onde quatro pessoas ficaram feridas por foguetes interceptados e um petroleiro foi atingido por drone.

As defesas da Arábia Saudita abateram vários mísseis balísticos e drones, reportando feridos em ataques recentes.

Donald Trump teria informado seus assessores que pode suspender a campanha militar para evitar prolongar o conflito além de quatro a seis semanas, buscando forçar a reabertura do Estreito de Ormuz.

Caso a diplomacia fracasse, há planos para pressionar aliados europeus e do Golfo a permitir a passagem pelo estreito.

Entretanto, o Irã aprovou uma lei para impor pedágios a navios que atravessam o Estreito e proibiu passagem para as forças dos Estados Unidos e Israel.

O conflito já envolve outras nações do Oriente Médio, com o grupo Hezbollah atacando Israel em apoio ao Irã no início de março.

Em resposta aos recentes eventos graves, a ONU realizou reunião de emergência do Conselho de Segurança após a morte de três soldados de paz indonésios da Força Interina das Nações Unidas no Líbano.

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