Brasil
Casos de gripe A crescem no Brasil, alerta Fiocruz
O número de casos de gripe A continua aumentando no Brasil.
Segundo a última edição do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maioria dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste está em alerta devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), indicando risco ou alto risco com tendência de crescimento.
O boletim destaca que a gripe A, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus são responsáveis pela maioria dos casos de SRAG, podendo ser fatais nos casos mais graves.
Nos registros do InfoGripe, divulgados na última quarta-feira (1º), nas quatro semanas epidemiológicas anteriores, 27,4% dos casos foram positivos para gripe A; 1,5% para gripe B; 17,7% para vírus sincicial respiratório; 45,3% para rinovírus; e 7,3% para Sars-CoV-2 (covid-19).
Entre os óbitos registrados no mesmo período, a presença destes vírus foi de 36,9% para gripe A, 2,5% para gripe B, 5,9% para vírus sincicial respiratório, 30% para rinovírus e 25,6% para Sars-CoV-2 (Covid-19).
“O estudo corresponde à Semana Epidemiológica 12, de 22 a 28 de março”, explicou a Fiocruz.
Vacinação
Diante deste cenário, a vacinação contra a gripe torna-se ainda mais essencial, facilitada pela Campanha Nacional de Vacinação iniciada no sábado passado (28) nas regiões onde os casos estão aumentando.
Essa campanha é promovida anualmente pelo Ministério da Saúde, com apoio dos estados e municípios, e vai até 30 de maio. A população pode se vacinar gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
“É fundamental que pessoas dos grupos prioritários, como idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas e profissionais da saúde e educação, estejam com a vacina contra a gripe em dia”, afirmou a pesquisadora da Fiocruz Tatiana Portella.
Tatiana Portella também enfatiza a importância das gestantes a partir da 28ª semana de gravidez se protegerem contra o VSR para garantir a proteção dos bebês desde o nascimento.
A pesquisadora recomenda que pessoas em estados com evolução da SRAG usem máscaras em ambientes fechados e com aglomeração, especialmente as que pertencem aos grupos de risco. Tatiana Portella ressaltou ainda a importância da higiene, como a lavagem frequente das mãos.
“Se houver sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é ficar isolado. Caso isso não seja possível, a recomendação é sair de casa usando uma máscara de boa qualidade, como PFF2 ou N95”, orientou.


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