Economia
Ajuste fiscal deve ser constante, diz Alckmin
Em entrevista nesta quinta-feira, 2, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o ajuste fiscal precisa ocorrer de maneira contínua. Ele ressaltou que ainda há possibilidade de realizar ajustes focados em privilégios e desperdícios, sem especificar quais.
“Entendo que ajuste fiscal é como cortar unhas. Não é um processo com fim definido, é algo que deve ser feito constantemente. O objetivo é sempre fazer melhor e com menos recursos. Isso é um trabalho sem término”, explicou Alckmin.
“O presidente Lula tem enfatizado corretamente que o ajuste não deve atingir os mais pobres. No entanto, há margem para agir sobre privilégios e desperdícios, que devem ser o foco dessa ação”, completou.
Tributação das blusinhas
Sobre a chamada “taxa das blusinhas”, Alckmin respondeu a perguntas referentes a possíveis estudos para sua redução, tendo em vista a proximidade das eleições. Ele declarou que, no passado, foi favorável à medida para proteger o emprego e a renda dos brasileiros, destacando que a indústria têxtil e o setor de confecção geram muitos empregos.
Ele também comentou que, mesmo com os impostos, a carga tributária sobre o produto é consideravelmente menor do que a dos produtos fabricados no Brasil. “Embora eu não esteja atualmente envolvido nesse debate, defendi essa medida no passado porque acreditava que era importante preservar a concorrência justa”, afirmou.


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