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Centro-Oeste

Cães abandonados ameaçam saúde de indígenas venezuelanos em área rural

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Uma comunidade indígena venezuelana da etnia Warao Coromoto, localizada na zona rural do distrito Café Sem Troco, enfrenta problemas graves devido à presença de aproximadamente 75 cães abandonados no local.

A população local tem tentado cuidar dos animais, contudo, essa situação agrava a vulnerabilidade da comunidade e aumenta o risco de doenças, como a leishmaniose.

Uma equipe esteve na região para avaliar a situação, constatando o perigo para a saúde pública tanto dos moradores quanto dos animais.

Segundo relatos, alguns moradores deixaram os cães na comunidade, configurando um abandono dos animais. A comunidade indígena lamenta a dificuldade em ajudar os animais e está preocupada com a possibilidade de doenças.

O cacique Constantino Rojas Sapato informou que sua comunidade vive nessa aldeia há quatro anos, que foi instalada em uma chácara alugada com promessa de compra, feita por um empresário que prefere não se identificar.

O administrador Gilberto Portes de Oliveira relatou que a comunidade tem buscado apoio para manter-se na região.

Cães

A veterinária e professora do Centro Universitário de Brasília, Fabiana Volksweis, que lidera um projeto universitário, busca controlar a população dos cães e melhorar sua saúde.

Uma grande preocupação médica é a leishmaniose, transmitida pelo mosquito-palha, que pode ser fatal para cães e seres humanos se não for tratada.

O grupo pesquisador pretende compreender melhor a interação entre os animais e o meio ambiente, realizando exames físicos e hematológicos nos cães.

O trabalho inclui entrevistas com moradores, registro fotográfico e identificação dos cães, além de tratamentos como pesagem e vermifugação.

Todos os cães receberam vermifugação no local.

Além dos cuidados veterinários, o grupo tem promovido educação sanitária para a comunidade, destacando a importância do cuidado com os animais para evitar riscos à saúde.

Desafios na comunidade

A trajetória da comunidade indígena no Distrito Federal tem sido difícil, marcada por instabilidade e ameaças de despejo, primeiro vivendo no Guará e agora no Café Sem Troco.

Anteriormente, a situação de moradia precária foi minimizada com apoio governamental e da ACNUR, que também auxiliou na matrícula das crianças e jovens em escola pública, que conta com professora bilíngue nesta comunidade.

Este ano, no entanto, a comunidade teme não conseguir pagar as contas de energia e aluguel.

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