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Paris suspende monitores por supostos abusos em escolas

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O prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, anunciou nesta sexta-feira (3) um plano de milhões para lidar com denúncias de abusos sexuais nas escolas que levaram à suspensão de 31 monitores desde o início do ano.

O político, que assumiu o cargo recentemente, declarou que combater abusos é sua prioridade, após críticas à sua antecessora, Anne Hidalgo. Em Paris, a prefeitura supervisiona a contratação e a formação dos monitores que cuidam das crianças após as aulas nas escolas públicas.

Grégoire enfatizou a necessidade de uma mudança completa, adotando uma política de tolerância zero. Ele relatou ter sido vítima de abuso na infância durante atividades extracurriculares.

Desde janeiro, 78 monitores foram afastados, 31 deles por suspeitas de violência sexual. A prefeitura se compromete a manter total transparência com as famílias, que aguardam por respostas, diante da revolta justificada pelo ocorrido.

Entre os casos recentes, nove monitores ligados a violência física ou sexual atuavam em uma mesma escola infantil, cuja direção foi acusada pelos pais de não informar as suspeitas.

A maioria dos abusos aconteceu em 2024 e 2025, principalmente em escolas de educação infantil. No ano anterior, 16 monitores foram afastados por suspeitas similares.

O prefeito admitiu que houve falhas no passado ao tratar os casos como isolados, quando na verdade indicavam um problema estrutural e possivelmente um silêncio coletivo.

Crianças pequenas eram as principais vítimas, e quase todos os suspeitos eram homens. Para combater o problema, Paris destinará 20 milhões de euros para melhorar o processo de seleção e formação dos monitores, facilitar denúncias e garantir transparência às famílias.

O prefeito recebeu representantes de associações de pais e mães e anunciou que a prefeitura divulgará estatísticas trimestrais sobre casos e suspensões. Além disso, informará os familiares sobre os resultados dos processos abertos.

Grupos de defesa dos direitos das crianças consideram o plano um avanço, porém pedem ações urgentes.

Na França, o movimento feminista #MeToo ajudou a quebrar o silêncio sobre agressões em vários setores, incluindo instituições religiosas e educacionais.

Um caso marcante foi o da escola católica Betharram, onde mais de 200 ex-alunos relataram abusos físicos e sexuais por décadas.

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