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Irã alerta sobre impacto de ataques à usina nuclear para países do Golfo
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou nas redes sociais neste sábado, 4, que novos ataques à usina nuclear de Bushehr podem causar graves consequências para as capitais dos países do Golfo, e não diretamente para Teerã.
Araghchi criticou os governos ocidentais pela falta de reação diante das sucessivas agressões contra a usina localizada aproximadamente 750 km ao sul da capital iraniana.
A usina utiliza urânio pouco enriquecido da Rússia, com técnicos russos, para gerar cerca de 1.000 megawatts de energia.
Recentemente, a Organização de Energia Atômica do Irã comunicou que houve um ataque aéreo nas proximidades da instalação, resultando na morte de um guarda de segurança e danos estruturais.
Ataques e tensões na região do Golfo
O Irã também tem realizado ações contra países do Golfo. Um drone iraniano atingiu a sede da empresa americana Oracle em Dubai, após ameaças da Guarda Revolucionária do Irã. O ataque causou danos visíveis ao edifício na principal avenida Sheikh Zayed Road.
Nas últimas 24 horas, os Emirados Árabes Unidos interceptaram 23 mísseis balísticos e 56 drones lançados do território iraniano.
Desde o início do conflito, países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Omã, membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), têm sido alvo de ataques, que atingiram bases militares americanas, embaixadas dos EUA e instalações energéticas.
O governo iraniano justifica os bombardeios contra as bases americanas na região como uma retaliação à guerra iniciada por Washington e Israel, destacando que não possuem capacidade para atacar os Estados Unidos diretamente. Por outro lado, os países do Golfo manifestam sua insatisfação por estarem envolvidos em um conflito que não lhes pertence.
Esses ataques evidenciam vulnerabilidades na região, ameaçando o ambiente de negócios e investimentos feitos por grandes empresas tecnológicas como Nvidia, Microsoft, Oracle e Amazon, que têm centros de dados e outros projetos importantes em cidades como Dubai, Abu Dhabi e Doha.
Possibilidade de negociações
Araghchi também informou que o Irã está aberto a enviar delegados para Islamabad, no Paquistão, para discutir uma resolução pacífica do conflito.
Ele ressaltou que o objetivo principal é alcançar um fim definitivo e duradouro para uma guerra que eles consideram ilegal e imposta.
O Paquistão anunciou recentemente que estará sediando negociações entre EUA e Irã, embora ainda não haja confirmação de data ou garantias de que as reuniões irão ocorrer.


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