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Irã acusa AIEA de inação diante de ataques EUA-Israel e diz que postura ‘encoraja agressão’

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Mohammad Eslami, líder da Organização de Energia Atômica do Irã, acusou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de não tomar medidas após ataques a instalações nucleares iranianas, afirmando que essa atitude incentiva a agressão por parte dos EUA e Israel. Em uma carta dirigida ao diretor-geral da agência, Rafael Grossi, ele qualificou de “crime de guerra” um recente ataque próximo à usina nuclear de Bushehr.

De acordo com Eslami, o incidente envolveu bombardeios aéreos e lançamentos de mísseis perto da unidade 1 da usina (BNPP-1), resultando em uma morte e vários feridos, além de danos dentro do complexo. Este foi o quarto ataque contra o local, gerando preocupação sobre a possibilidade de vazamento de material radioativo, o que poderia causar danos irreparáveis à população e países vizinhos.

Na carta, o líder iraniano argumenta que a ofensiva viola o direito internacional, incluindo o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), as Convenções de Genebra e as próprias normas da AIEA. Ele critica a agência por limitar-se a expressar “profunda preocupação”, sem condenar com firmeza, o que pode encorajar novos ataques.

Eslami também condenou declarações públicas de Grossi, consideradas politicamente parciais, e alertou que essa postura pode ser interpretada como cumplicidade com crimes, além de prejudicar a credibilidade da AIEA.

Ele pediu que a agência adote uma posição clara e reprima ataques a instalações nucleares sob monitoramento internacional. Por fim, afirmou que o Irã tomará as medidas necessárias para proteger seus direitos soberanos.

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