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Economia

Galípolo destaca prudência na política de juros

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou nesta segunda-feira a importância da prudência na definição da política de juros, durante discurso na Fundação Getulio Vargas (FGV).

Segundo Galípolo, a prudência vem acompanhada de serenidade para entender melhor o cenário econômico e tomar decisões mais seguras. Essa postura permite enfrentar choques econômicos recentes de maneira mais confortável, com crescimento econômico mais alinhado ao potencial e uma taxa de câmbio estável.

No entanto, Galípolo destacou que o mercado de trabalho está apertado e que as expectativas de inflação estavam fora do padrão esperado.

Na semana anterior, o presidente do BC já havia afirmado que o Banco Central está adotando uma postura conservadora na política de juros, especialmente diante dos impactos da guerra entre os EUA, Israel e Irã, que provocou o aumento dos preços dos combustíveis e pressões inflacionárias inesperadas.

Em janeiro, o Banco Central planejava iniciar a redução da Taxa Selic, que está em 14,75% ao ano, mas o conflito internacional fez com que o corte fosse menor do que o previsto inicialmente. A decisão do Copom foi de reduzir a taxa básica em 0,25 ponto percentual, abaixo da expectativa inicial de 0,5 ponto.

Essa mudança no cenário levou a revisões nas projeções para a Selic no final do ano, que passou de 12% para 12,5%, conforme indicado pelo Boletim Focus. As previsões para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador de inflação, também foram ajustadas: para este ano, a estimativa subiu para 3,91% e, para 2026, chegou a 4,36%, próxima ao teto da meta estipulada pelo Banco Central.

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