Economia
Leilão com 23 blocos de pré-sal será realizado em breve
O próximo leilão para exploração de petróleo no pré-sal terá 23 blocos disponíveis, anunciou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira (6).
A confirmação veio com a atualização do edital da Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP). Inicialmente, oito blocos estavam incluídos, porém, no último dia 27, a diretoria da ANP acrescentou mais 15 áreas. O Ministério de Minas e Energia (MME) aprovou essa nova oferta antes da divulgação do edital.
Todos os blocos estão localizados no Polígono do Pré-Sal, na costa da região Sudeste, com oito na Bacia de Campos e treze na Bacia de Santos.
Segundo a ANP, cada bloco exploratório recebeu pareceres favoráveis sobre a viabilidade ambiental emitidos pelas instituições competentes, além de parecer conjunto do MME e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Com a publicação oficial do edital contendo as 23 áreas, as empresas interessadas podem apresentar suas declarações de interesse, acompanhadas das garantias necessárias para a oferta.
Quando uma ou mais empresas manifestarem interesse em um ou vários blocos, a ANP poderá definir a data do leilão.
Oferta Permanente
A Oferta Permanente é a modalidade principal de licitação para exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. Diferente das rodadas tradicionais, esse sistema permite a oferta contínua de blocos exploratórios, possibilitando que as empresas estudem os dados técnicos das áreas e apresentem ofertas quando julgarem oportuno, sem prazos rígidos.
Essa flexibilidade torna a Oferta Permanente um importante instrumento para aumentar a competitividade e a atratividade do setor no país.
Modelos de partilha e concessão
As ofertas podem ocorrer no regime de concessão ou de partilha. No pré-sal, onde estão as maiores reservas brasileiras, predomina o modelo de partilha, que também se aplica a outras áreas estratégicas definidas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
No sistema de partilha, o vencedor do leilão paga um valor fixo de bônus de assinatura, mas o critério decisivo é a porcentagem do excedente da produção que a empresa oferece à União, que varia conforme o bloco.
Este excedente representa o lucro após o pagamento dos custos operacionais. Além disso, o Estado recolhe tributos, royalties e participação especial nos campos de grande produção.
A União é representada no regime de partilha pela estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA), vinculada ao MME e sediada no Rio de Janeiro, responsável pelo leilão do óleo destinado à União.
No regime de concessão, mais comum em outras áreas exploratórias, o vencedor é quem oferece o maior valor em bônus de assinatura pelo direito de exploração.
Experiência anterior
A ANP já promoveu três ofertas permanentes de partilha nos anos de 2022, 2023 e 2025. No último leilão, cinco dos sete blocos foram arrematados com um ágio de 251,63%.
O país realizou ainda cinco ciclos de Oferta Permanente no regime de concessão: 2019, 2020, 2022, 2023 e 2025.
Blocos disponíveis
Bacia de Santos
- Ágata
- Amazonita
- Aragonita
- Calcedônia
- Cerussita
- Cruzeiro do Sul
- Granada
- Jade
- Malaquita
- Opala
- Quartzo
- Rodocrosita
- Rubi
- Safira Leste
- Safira Oeste
Bacia de Campos
- Azurita
- Calcita
- Hematita
- Larimar
- Magnetita
- Ônix
- Siderita
- Turmalina


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