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Flávio tenta acalmar Eduardo após críticas a aliados: ‘Não é inteligente’

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou nesta segunda-feira que tem trabalhado para moderar as declarações do irmão Eduardo Bolsonaro contra aliados, em meio a recentes tensões no grupo bolsonarista. Segundo ele, o momento pede união e diminuição dos conflitos internos.

Flávio explicou que precisará unir lideranças de diferentes setores da direita para viabilizar sua candidatura e vencer a eleição presidencial. A estratégia consiste em reduzir as disputas internas. Ele também ressaltou que entende a atitude do irmão, que está fora do país e, conforme afirmou, enxerga sua eleição como a principal maneira de voltar ao Brasil.

— Entre os irmãos, mantenho diálogo constante com Eduardo, até mais do que com Carlos. Às vezes, é necessário resolver desentendimentos, conversar, acalmar tensões. Ele é muito preparado, mas essa postura atual não ajuda e não é inteligente — afirmou, em entrevista ao podcast Inteligência Ltda.

Flávio mencionou também o deputado Nikolas Ferreira ao comentar o cenário da direita, buscando equilibrar a relação entre esses dois aliados.

Eduardo é uma liderança importante, e Nikolas, também. Porém, o Eduardo, que teve suas contas bloqueadas, fica frustrado pois acredita que a direita deveria estar unida. Ele pensa que o povo precisa fazer mais, mas eu respeito o tempo de cada um. O Nikolas está ao meu lado, é um jovem exemplar, maduro, inteligente e ajuda a combater o PT — comentou.

Essa declaração surge após um desentendimento público entre Nikolas e Eduardo, que evidenciou diferenças internas no bolsonarismo durante a pré-campanha.

O conflito teve início quando Eduardo acusou Nikolas de compartilhar conteúdos de perfis que não declaram voto em Flávio. O deputado mineiro reagiu com um sorriso, e o ex-parlamentar respondeu dizendo que não havia limites para o desrespeito à família Bolsonaro.

Depois do episódio, Nikolas compartilhou um vídeo de Flávio pedindo união na direita, com a mensagem “concordo, presidente”. Essa divergência, segundo aliados, não é um caso isolado e reflete uma tensão maior sobre os rumos da pré-campanha.

Nos bastidores, a movimentação está ligada à estratégia do senador de ampliar alianças para além do bolsonarismo mais fiel, incluindo novos nomes e negociações em diferentes estados. Essa mudança tem enfrentado resistência entre aliados mais ideológicos e dentro da própria família.

O ambiente interno também foi influenciado pela situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Com acesso limitado, a interlocução política passou a depender mais das pessoas próximas a ele, aumentando o papel da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e intensificando disputas por influência.

Na entrevista, Flávio afirmou que não estava se articulando para disputar a Presidência, mas passou a ser visto como candidato após conversar com o pai sobre o cenário eleitoral.

— Eu nunca busquei promover meu nome e não viajei pelo Brasil para esse fim. Meu foco sempre foi o Rio de Janeiro, e as pesquisas indicavam uma eleição tranquila — explicou.

Ele ainda afirmou que foram considerados outros nomes da direita, como Eduardo e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, antes da decisão final.

— Nesse contexto, o Bolsonaro disse: “tem que ser você” — concluiu.

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