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Márcio França lança chapa para o Senado em meio a incertezas na esquerda
Focado na eleição para o Senado em São Paulo, Márcio França (PSB) comunicou em suas redes sociais nesta segunda (6) a formação de uma chapa para o cargo. O ex-ministro do Empreendedorismo publicou um vídeo ao lado de Rubens Furlan, ex-prefeito de Barueri, que seria seu suplente na candidatura. Contudo, a esquerda ainda não definiu se França será candidato ao Senado na chapa de Fernando Haddad (PT), que concorrerá ao governo do estado.
“Eu e Furlan estamos anunciando aqui a chapa vitoriosa para o Senado de São Paulo”, afirmou França no vídeo, seguido por Furlan garantindo que “São Paulo pode confiar que esta é a melhor dobrada para o estado”.
Recentemente, tanto França quanto a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), têm sinalizado publicamente interesse pela segunda vaga do Senado na chapa de Haddad em São Paulo. Marina confirmou em sua rede continuidade na Rede e disponibilizou-se para concorrer, cargo que França deseja há meses. Até agora, apenas Simone Tebet (PSB) é vista como pré-candidata por membros da campanha de Haddad.
O vídeo de França marca um movimento para se apresentar como a alternativa eleitoral mais forte para a vaga. Fontes próximas revelam que ele está incomodado com Lula e integrantes do PT, por sentir-se afastado e ignorado na composição da chapa paulista. Desde o ano passado, se via como possível candidato ao governo, mas com Haddad escolhido pelo presidente da República, direcionou esforços à cadeira no Senado. Porém, o PT ainda não confirmou esta posição a ele.
Aliados destacam, em conversas reservadas, que França aparece bem nas pesquisas, tem apoio do eleitorado de centro-esquerda e boa aceitação no interior do estado. Pesquisa do Datafolha de março mostrou Tebet com 25% das intenções de voto, atrás apenas de Haddad, que ainda não havia confirmado candidatura. Em terceiro lugar estava França, seguido por Marina Silva.
A vaga de vice na chapa de Haddad permanece indefinida, e aliados não descartam chamar França para esse posto, que também poderia ser destinado a Marina. Contudo, petistas procuram uma opção externa ao partido, vinculada ao setor empresarial ou agropecuário, para auxiliar na campanha no interior.


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