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Economia

Gasolina sobe 3,85% e eleva inflação ao consumidor no IGP-DI de março, afirma FGV

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A alta de 3,85% no preço da gasolina foi o principal fator que impulsionou o aumento da inflação no varejo, medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) em março, conforme divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na quarta-feira, 8.

Além disso, houve aumentos significativos em serviços bancários (2,80%), tomate (18,19%), batata-inglesa (21,45%) e cinema (13,99%). Por outro lado, registraram quedas os preços de passagem aérea (-13,53%), perfume (-5,73%), maçã (-4,83%), café em pó (-1,13%) e açúcar refinado (-3,28%).

Matheus Dias, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), explicou em nota oficial que “no varejo, a maior influência veio da gasolina, que apresentou uma alta média de 3,85%, com variações heterogêneas entre as capitais e aumentos superiores a 10% em algumas regiões”.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) subiu de uma queda de 0,14% em fevereiro para um aumento de 0,67% em março.

Sete das oito categorias de despesas tiveram elevações nas taxas de variação: Transportes (de 0,04% em fevereiro para 1,51% em março), Alimentação (de 0,07% para 1,31%), Educação, Leitura e Recreação (de -2,81% para -0,97%), Despesas Diversas (de 0,37% para 1,70%), Vestuário (de -0,24% para 0,48%), Comunicação (de 0,05% para 0,10%) e Habitação (de 0,34% para 0,36%).

A única categoria que registrou desaceleração foi Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,12% para 0,05%).

O núcleo do IPC-DI teve um aumento de 0,37% em março, após crescer 0,27% em fevereiro. De um total de 85 itens que compõem o IPC, 33 foram excluídos do cálculo do núcleo. O índice de difusão, que representa a porcentagem de itens com variações positivas nos preços, aumentou de 57,10% em fevereiro para 65,48% em março.

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