Brasil
Leite apoia Caiado, mas critica anistia ao 8 de janeiro
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), encontrou-se nesta quinta-feira (9) com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que é pré-candidato à Presidência pelo partido. Ao comunicar o encontro nas redes sociais, Leite se desculpou por não ter parabenizado Caiado pela nomeação e apresentou uma carta aberta com condições para uma possível colaboração.
O líder gaúcho foi preterido pelo PSD para disputar a Presidência em 2026 e, após a escolha de Caiado, declarou que seu apoio dependeria das propostas defendidas pelo goiano. “Continuo discordando da análise feita pelo partido, mas isso não diminui o nome ou a trajetória de Caiado“, afirmou.
Apesar das divergências, Leite manifestou disposição para apoiar a campanha de seu correligionário. “Estou disponível para ajudar no que for possível, para que possamos apresentar uma alternativa viável e real contra a polarização”, declarou em sua publicação.
Na carta, Leite destacou que seu engajamento exigirá ações claras e concretas de Caiado: “Caso esses caminhos sejam percorridos com transparência e coerência, muitos de nós nos sentiremos representados e engajados em um projeto comum para o Brasil”.
A indicação de Caiado aconteceu no mês passado, depois que o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), desistiu da disputa presidencial para permanecer no cargo. Com a saída de Ratinho, o partido escolheu Caiado em vez de Leite para liderar o projeto nacional da legenda.
Leite enumerou requisitos que qualquer candidatura de centro deve atender: respeito incondicional às instituições e à democracia, responsabilidade fiscal com coragem para implementar reformas, políticas sociais eficazes para combater a desigualdade, governabilidade baseada na integridade e disposição para dialogar sem fomentar conflitos.
O governador também solicitou “ações concretas” de abertura e moderação na composição das equipes, no discurso e na condução política.
Um ponto de discordância na carta é a proposta de anistia ampla para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, prevista como uma das primeiras medidas de um possível governo Caiado. Leite argumenta que essa medida não promoverá a reconciliação nacional e poderá interromper o diálogo com uma parte significativa da população.
Leite defende que eventuais excessos nas punições sejam corrigidos por meios institucionais, como a melhoria da determinação das penas, tema que já está em debate no Congresso Nacional.

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