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Lula minimiza possível conflito de interesses de Moraes no caso Master, diz Transparência Internacional

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A ONG Transparência Internacional avaliou como positivo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha aconselhado o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes a se declarar impedido em ações relacionadas ao caso do Banco Master envolvendo o escritório de sua família, conforme declarado em entrevista ao portal ICL Notícias. Contudo, a organização considerou esse conselho como algo óbvio e criticou o presidente por subestimar a gravidade do conflito de interesses.

“No entanto, a maneira como o presidente minimizou a situação é muito prejudicial ao país. O conflito de interesses, evidente, é só uma parte dos problemas sérios envolvendo esse caso. A simples declaração de impedimento pelo ministro Moraes não resolveria a questão”, afirmou a ONG em publicação online.

Na entrevista, Lula comentou que o caso Master prejudica a imagem do STF e compartilhou uma conversa que teve com Moraes, dizendo: “Você construiu uma história importante com o julgamento do 8 de janeiro, não deixe que o dono do banco Master prejudique sua trajetória”.

Para a Transparência Internacional, o discurso do presidente demonstra falta de compromisso com a integridade, ressaltando que sua principal preocupação parece ser afastar-se politicamente do escândalo e seu impacto eleitoral.

Além disso, a ONG destacou que o Banco Master, um banco de pequeno a médio porte, firmou um contrato de R$ 129 milhões de caráter vago e com função de lobby junto ao escritório da família de Alexandre de Moraes, o qual consideram completamente fora dos parâmetros aceitáveis.

A organização ressaltou que o Banco Master e seu proprietário já eram investigados e tinham uma reputação duvidosa no mercado, com fortes suspeitas de que os valores envolvidos poderiam ter origem ilícita.

Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, junto com suas filhas, também estão em posição de destaque político, o que demanda cuidados reforçados em compliance e prevenção.

O escritório envolvido não aplicou procedimentos básicos necessários ao aceitar esse contrato suspeito para atividades de lobby na esfera de influência direta do ministro Alexandre de Moraes. Diante da gravidade, o contrato não deveria ter sido assinado e o caso deveria ter sido imediatamente denunciado aos órgãos competentes, apontou a ONG.

Também foram mencionados contatos diretos entre o ministro e o proprietário do banco, mesmo no dia em que este foi preso, detalhes divulgados inicialmente pela colunista Malu Gaspar.

Por fim, a Transparência Internacional enfatizou que, se o presidente Lula considera apropriado aconselhar um ministro sobre como agir, seria mais institucionalmente correto que ele orientasse o Procurador-Geral da República a agir com independência, abrindo uma investigação rigorosa para proteger a credibilidade das instituições democráticas.

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