Economia
Dólar tem fôlego curto com impasse entre EUA e Irã e alta de commodities
Sem sinais claros de resolução e diante do impasse entre EUA e Irã, o dólar permanece estável em relação ao real na manhã desta quinta-feira, 16, com uma leve tendência de alta influenciada pelo mercado internacional. Os aumentos nos preços do petróleo e do minério de ferro (com alta superior a 3% na China) contribuem para equilibrar esses movimentos.
Esse cenário faz com que os investidores evitem riscos excessivos e reduzam a procura por ativos de proteção, o que limita o avanço do Ibovespa Futuro, mesmo com a renovação do recorde acima dos 202 mil pontos.
Os juros futuros acompanham o comportamento do dólar, mostrando fôlego reduzido, alinhados com a queda nos rendimentos dos títulos Treasuries. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que antecipa o desempenho do PIB brasileiro, demonstra crescimento moderado da economia, com perda de ritmo a curto prazo devido a juros ainda elevados e normalização após períodos mais fortes.
O IBC-Br registrou alta de 0,60% em fevereiro frente a janeiro, conforme a mediana das expectativas do mercado, e abaixo do crescimento de 0,78% observado no mês anterior, segundo dados do Banco Central. Na comparação anual, o índice recuou 0,27%, revertendo o avanço visto em janeiro, efeito explicado por uma base de comparação mais alta em 2025.
Investidores locais permanecem cautelosos devido às taxas de juros reais ainda atraentes. A B3 mantém-se sustentada pelo fluxo líquido de investimentos estrangeiros, que voltou a impulsionar o Ibovespa depois de uma série de recordes entre janeiro e fevereiro e recuperação em abril. Analistas indicam que a valorização do real favorece a alocação na bolsa, que deve continuar firme.
Na região do Oriente Médio, não há data definida para uma nova rodada de negociações entre EUA e Irã, conforme informou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão. Entre os temas discutidos estão questões nucleares, segundo apurou a Reuters.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em entrevista ao El País, criticou o ex-presidente Donald Trump, afirmando que ele “está adotando uma postura equivocada”. Segundo Lula, Trump acredita que o poder econômico, militar e tecnológico define as regras, mas ele prefere “ser um líder respeitado em vez de temido”.
Os dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) analisam que os riscos para a inflação estão tendendo a aumentar, enquanto os riscos para o crescimento apontam para uma desaceleração, à medida que o conflito no Oriente Médio se intensifica, conforme a ata da reunião realizada nos dias 18 e 19 de março.

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