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PF prende ex-presidente do BRB em nova fase da operação Compliance Zero

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A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira, o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, durante uma nova etapa da Operação Compliance Zero. A investigação apura um suposto esquema de irregularidades financeiras envolvendo o BRB e o Banco Master.

Entre 2024 e 2025, Paulo Henrique Costa teria liderado operações que envolveram a compra de ativos do Banco Master pelo BRB, totalizando cerca de R$ 21,9 bilhões. Desse valor, aproximadamente R$ 13,3 bilhões apresentam suspeitas de irregularidades, como falta de garantias, documentos inconsistentes e contratos inadimplentes, alguns ligados até a pessoas falecidas.

Um relatório elaborado por uma auditoria independente destacou que essas operações eram tratadas internamente como “negócios do presidente”, realizadas sob pressão e com pouca análise técnica.

Para agilizar a aprovação, as carteiras de ativos foram divididas em partes menores, permitindo aprovações rápidas, algumas no mesmo dia.

Também estão sendo investigadas as atividades da Tirreno Consultoria, suspeita de montar ativos sem garantias que depois foram adquiridos pelo BRB.

A polícia apura ainda operações que resultaram na entrada do banqueiro Daniel Vorcaro e seus associados no capital do BRB. Após aumentos de capital em torno de R$ 1 bilhão, o grupo passou a controlar cerca de 23,5% das ações do banco.

A auditoria aponta indícios de estruturas complexas e simulações para permitir que fundos que inicialmente não poderiam participar da operação fossem incluídos.

Paulo Henrique Costa dirigiu o BRB entre 2019 e novembro de 2025, indicado pelo governador Ibaneis Rocha. Antes, teve carreira na Caixa Econômica Federal.

Ele já estava sendo investigado desde a primeira fase da operação e foi afastado do cargo por decisão judicial. Em sua defesa, nega irregularidades e afirma que as decisões eram tomadas em grupo e seguiam práticas comuns de mercado. Em depoimento, afirmou não existir “evidência concreta” de problemas nas operações.

A defesa ainda não comentou sobre a nova prisão. A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que novas medidas podem ser tomadas.

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