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UE discute acordo com Israel
Os países da União Europeia vão analisar o acordo de parceria com Israel após solicitação de várias nações, incluindo a Espanha. A chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, alertou para a necessidade de cautela quanto aos resultados dessas negociações.
Kaja Kallas informou a jornalistas, antes da reunião dos ministros das Relações Exteriores da UE em Luxemburgo, que o tema foi levantado por alguns membros.
O líder do governo espanhol, o socialista Pedro Sánchez, afirmou no domingo que irá solicitar que a UE encerre o acordo com Israel, alegando que o governo do premiê israelense Benjamin Netanyahu desrespeita as normas internacionais com suas operações militares.
Pedro Sánchez declarou em um evento que a Espanha apresentará uma proposta para que a União Europeia cancele o acordo, ressaltando que uma administração que infringe o direito internacional não pode ser considerada parceira do bloco europeu.
Para que o acordo seja rompido, é necessária a aprovação unânime dos 27 países membros da UE.
A Comissão Europeia sugeriu uma suspensão parcial, que impediria temporariamente a parte comercial do acordo, medida que poderia ser aplicada por maioria qualificada na UE.
Questionada sobre essa possibilidade, Kaja Kallas destacou a importância de avaliar o avanço das medidas comerciais se os Estados-membros desejarem, ponto que será discutido na próxima terça-feira.
A ideia de suspender o acordo comercial já foi levantada, mas não houve consenso devido à oposição de alguns países, como a Alemanha.
Contudo, a piora da situação na Cisjordânia e as operações israelenses no Líbano fizeram com que vários países voltassem a debater o assunto.
Os diplomatas dos 27 membros também irão tratar das sanções contra colonos extremistas na Cisjordânia, um tema que esteve travado por meses devido ao veto da Hungria.
Mohamed Mustafa, primeiro-ministro da Autoridade Palestina, presente ao lado de Kaja Kallas, comentou que a violência dos colonos tem sido sem precedentes, afirmando que nunca presenciaram algo assim.
Diversas nações da UE acreditam que a mudança no cenário político húngaro, após a derrota eleitoral do primeiro-ministro Viktor Orbán em 12 de abril, poderá abrir caminho para novas abordagens nas políticas do bloco.
Kaja Kallas afirmou que, embora não represente o novo governo húngaro, acredita ser possível revisar essas políticas para buscar soluções diferentes e eficazes.

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