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Zema critica ministros do STF comparando a casos de abuso infantil na Igreja

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O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), candidato à Presidência, voltou a fazer uma comparação entre as ações de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e os casos de pedofilia envolvendo membros da Igreja Católica. Ele expressou essa crítica nesta segunda-feira (20), após o ministro Gilmar Mendes solicitar ao ministro Alexandre de Moraes uma investigação sobre Zema por publicar um vídeo que ridicularizava os ministros da Corte em suas redes sociais.

Zema afirmou na entrevista à CNN Brasil: “Não sou radical nem extremista, mas me sinto indignado e inconformado com ministros do Supremo que deveriam ser exemplos. Neste momento, eles fizeram acordos e se uniram com o maior chefe do crime organizado do Brasil. Isso me lembra casos do Papa e seus assessores relacionados a abuso infantil. É algo que nos causa repulsa”.

Essa declaração surge em meio a críticas direcionadas a ministros do STF por ligações com pessoas como Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso por acusações de fraudes em seus negócios, instituição que foi liquida pelo Banco Central.

O escândalo ganhou destaque quando foi revelado que a esposa do ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, teve um contrato milionário com o Banco Master. Também foram encontradas mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro no dia da prisão do banqueiro em novembro do ano anterior.

Além disso, uma empresa associada ao ministro Dias Toffoli vendeu sua parte em um resort a um fundo vinculado ao banco. Como consequência, Toffoli se declarou suspeito para atuar nos julgamentos relacionados ao caso e abandonou a relatoria das investigações.

Zema já havia mencionado anteriormente essa comparação, equiparando o STF a casos de abuso infantil da Igreja Católica, alegando que a situação com os ministros do STF seria como ter “um papa pedófilo” influenciando padres.

Na entrevista, o ex-governador criticou o pedido feito por Gilmar Mendes para incluir seu nome no inquérito das fake news após ele ter divulgado um vídeo satírico com críticas a membros da Corte, incluindo Gilmar e Dias Toffoli relacionado ao caso Master.

No vídeo, aparecem bonecos que simbolizam Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Em um diálogo irônico, Toffoli liga para Gilmar pedindo a anulação das quebras de sigilo de sua empresa, aprovadas pela CPI do Crime Organizado do Senado, enquanto Gilmar aceita a proposta em troca de uma cortesia no resort Tayayá, onde Toffoli tem participação acionária.

Sobre essa situação, Zema comentou: “Sinto surpresa e decepção, mas isso confirma minha visão de que alguns ministros tentam silenciar quem pensa diferente deles”.

Ele também denunciou uma “farra dos intocáveis” entre autoridades, ressaltando que o sigilo imposto nas investigações dificulta a democracia e é algo antidemocrático.

Durante sua pré-campanha, Zema defendeu reformas no Judiciário, inclusive no STF, propondo que os novos ministros tenham no mínimo 60 anos de idade, limitando o tempo de atuação no tribunal a 15 anos, além de acabar com decisões monocráticas que podem desfazer votações do Congresso.

Ele declarou: “Se for eleito presidente, lutarei por mudanças profundas no Supremo. Quero que ministros sejam maiores de 60 anos, o que limitará a permanência no tribunal a no máximo 15 anos. Também desejo eliminar as decisões monocráticas, pois elas desrespeitam o Congresso. Senadores e deputados votam, mas uma decisão individual de um ministro pode desfazer tudo rapidamente”.

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