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Powell é foco de reunião do Fed, que deve manter juros

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O Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, deverá manter suas taxas de juros inalteradas nesta quarta-feira (29), conforme esperado pelo mercado. Esta pode ser a última reunião de política econômica conduzida por Jerome Powell como presidente do Fed.

Dos 12 membros do Comitê de Política Monetária do Fed (FOMC), a maioria decidiu aguardar para observar os impactos da guerra no Oriente Médio na economia, especialmente após o aumento dos preços da energia decorrente do conflito.

Os analistas preveem que as taxas de juros se manterão entre 3,50% e 3,75%, faixa vigente desde dezembro.

Sem alterações nas taxas, o foco estará nos planos futuros de Powell, que tem sido alvo frequente das críticas do ex-presidente Donald Trump.

Embora o mandato de Powell como presidente do Fed termine em 15 de maio, ele continuará como membro do Conselho de Governadores até janeiro de 2028.

A entrevista coletiva de Powell será realizada às 14h30 no horário local (15h30 em Brasília), logo após a decisão do FOMC.

Desde o retorno ao poder, Trump frequentemente criticava Powell por não reduzir as taxas de juros, uma medida que estimularia a economia, mas poderia aumentar a inflação.

Até o momento, o ex-governador do Fed (2006-2011) Kevin Warsh, indicado por Trump, é o favorito para suceder Powell.

Uma comissão do Senado votará nesta quarta-feira para confirmar sua nomeação, seguida por uma votação no plenário do Senado.

A transição não estava garantida até recentemente, devido a um impasse político e jurídico. Um congressista republicano ameaçou impedir o processo enquanto uma investigação contra Powell não fosse arquivada, investigação vista como forma de pressão apoiada por Trump.

Na última sexta-feira, um procurador nomeado pelo próximo presidente arquivou o processo, embora tenha mantido a possibilidade de reabertura no futuro.

Continuar ou não no Fed?

Powell pode deixar o Fed para que seu sucessor assuma, ou continuar como membro do Conselho, opção que tem.

O economista-chefe da EY-Parthenon, Gregory Daco, acredita que Powell permanecerá no Fed, o que garantiria a continuidade institucional.

Se Powell ficar, ele impedirá que Trump escolha rapidamente seu substituto.

Independente da decisão, a ação de Powell deve causar incertezas no mercado, segundo a professora de economia da Universidade St. Mary’s, no Texas, Belinda Roman.

Se Kevin Warsh quiser reduzir as taxas de juros, precisará conquistar o apoio dos outros membros do FOMC, que avaliarão o impacto do conflito no Oriente Médio antes de tomar decisão.

Atualmente, o desemprego está em 4,3%, o consumo está forte e a inflação está distante da meta de 2% do Fed.

Embora uma resolução para o conflito no Oriente Médio seja esperada para o próximo mês, os preços não devem cair imediatamente, pois os aumentos nos custos de energia afetam diversos setores da economia, como fertilizantes, agricultura, alimentação e transporte, explicou Roman.

De acordo com o FedWatch, ferramenta que acompanha as decisões do Fed, os investidores não esperam elevação das taxas neste momento, mas apostam na manutenção do atual patamar por um período prolongado.

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