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Jaques Wagner enfrenta críticas após erro em previsão de votos para Messias

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Nos bastidores do Palácio do Planalto, membros do governo manifestam preocupações sobre o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que precisa prestar explicações por ter feito uma previsão incorreta acerca da votação do ministro Jorge Messias no plenário do Senado.

Um dos auxiliares mais próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a atuação do senador, afirmando que Jaques Wagner não trabalhou em favor de Messias, além de ter dado uma avaliação equivocada a Lula, o que tranquilizou o governo e impediu uma reação rápida de última hora.

Durante a tarde, uma ala pragmática do governo petista chegou a prever 39 votos favoráveis a Messias. Auxiliares defendem que a substituição de Jaques Wagner seja discutida de forma reservada, em meio a um ambiente de tensão inédita entre o Palácio do Planalto e o Congresso. Messias recebeu 34 votos a favor de sua indicação, sete a menos do que o necessário, e 42 votos contrários. Para ser aprovado, precisava de pelo menos 41 votos.

Nos corredores do Senado, durante a sabatina, o governo não detectou novas movimentações contrárias a Messias até o início da tarde. Às 13h15, Wagner projetou aprovação com 45 votos. No final da manhã, na Secretaria de Relações Institucionais, já estimavam uma possível aprovação por 42 votos.

À tarde, o presidente Lula chamou Wagner no Palácio da Alvorada para acompanhar uma agenda com o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e questionou-o sobre a situação de Jorge Messias no Senado.

Após o encontro com o presidente, Jaques Wagner voltou ao Senado prevendo um placar menor que o inicial, de 41 votos, o mínimo necessário para aprovação, e contou a conversa com Lula, na qual o tranquilizava.

Esta conversa aconteceu num momento de crescente apreensão, em que o governo passou a temer a possibilidade de derrota no plenário do Senado, considerando ainda ações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), contra Messias. A rejeição ocorreu durante uma articulação nos bastidores, atribuída ao presidente da Casa para aumentar os votos contrários à indicação, movimento que acabou refletido no resultado final.

Quatro senadores, sob reserva, relataram que Alcolumbre contatou parlamentares de centro, oposição e indecisos ao longo do dia, solicitando votos contrários a Messias e encorajando-os a persuadir outros colegas.

A assessoria do presidente do Senado negou veementemente que tenham sido feitos pedidos para votar contra Messias.

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