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Aprovada no Senado, ajuda à Ucrânia aguarda assinatura de Biden

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Nas redes sociais, Zelensky agradeceu ao Congresso

O Senado dos Estados Unidos aprovou, após meses de bloqueio, um novo pacote de ajuda militar de US$ 68 bilhões, o equivalente a R$ 351 bilhões, que pode ser enviado para Kiev ainda esta semana. O plano aguarda apenas a assinatura do presidente norte-americano, Joe Biden.

Biden já revelou que iria assinar o projeto de lei, que tinha sido aprovado dias antes na Câmara dos Representantes, com a maior brevidade.

“Vou assinar este projeto de lei e dirigir-me ao povo americano assim que chegar à minha secretária”, na quarta-feira (24), “para que possamos começar a enviar armas e equipamento para a Ucrânia esta semana”, afirmou Biden.

A câmara alta do Congresso norte-americano aprovou na terça-feira (23) à noite, por uma maioria de 79 votos contra 18, um pacote global de US$ 95 bilhões (cerca de R$ 490 bilhões) para ajudar Ucrânia, Israel e Taiwan.

O Congresso respondeu “ao apelo da história” com este projeto de lei, que visa “reforçar a segurança nacional e enviar uma mensagem ao mundo sobre o poder da liderança americana”, acrescenta o documento.

“Uma maioria bipartidária no Senado juntou-se à Câmara [a câmara baixa, de maioria republicana] para responder ao apelo da história neste ponto de inflexão crítico”, disse Biden.

Repercussão

Nas redes sociais, o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou estar “grato ao Senado dos EUA por ter aprovado uma ajuda vital para a Ucrânia”.

O pacote inclui o envio de munições de defesa aérea e de artilharia, solicitadas pelas forças ucranianas, bem como veículos blindados e outras armamento.

A ajuda militar norte-americana à Ucrânia, que foi suspensa há várias semanas, deverá ser retomada, “nos próximos dias”, informou um porta-voz do Pentágono na terça-feira.

A adoção deste plano de ajuda é um alívio para o exército ucraniano, que enfrenta uma escassez de novos recrutas e de munições face à pressão constante das tropas russas no Leste.

EUA

Os Estados Unidos são o principal apoiante militar de Kiev, mas há quase um ano e meio o Congresso não aprova um grande pacote de ajuda ao seu aliado, principalmente devido a disputas partidárias.

Biden e o Partido Democrático mantiveram-se favoráveis a esta ajuda, que consideram um investimento na segurança dos Estados Unidos face às ambições agressivas da Rússia.

A aprovação ocorre semanas após debates tensos entre republicanos e democratas e mesmo dentro do Partido Republicano, onde uma facção radical próxima do ex-presidente Donald Trump ameaça tentar destituir o líder republicano da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, acusando-o de ser cúmplice da Casa Branca.

No entanto, o líder republicano no Congresso acabou por apoiar a volta da ajuda militar e econômica a Kiev, com a seguinte justificação: “Prefiro enviar munições para a Ucrânia a enviar os nossos jovens para combater”.

Este plano de ajuda autoriza igualmente o presidente norte-americano a confiscar e vender os bens russos para que possam ser utilizados para financiar a reconstrução da Ucrânia. Uma ideia que está ganhando terreno junto de outros países do G7.

Desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, os EUA enviaram mais de US$ 44 bilhões (cerca de R$ 227 bilhões) em armas, manutenção, treino e peças sobressalentes para a Ucrânia.

Durante a maior parte desse tempo, os pacotes de ajuda foram sendo transferidos em um período de poucas semanas, mas o dinheiro começou a ficar escasso a partir de setembro passado.

Em meados de dezembro, o Pentágono informou que tinha ficado sem verbas de ajuda a Kiev e tinha de parar de enviar armas porque, sem autorização do Congresso, não tinha condições para esse apoio.

Israel, Taiwan e o TikTok

O plano aprovado pelo Senado inclui vários bilhões de dólares em novas ajudas militares a Israel, que está em guerra com o Hamas, apesar das preocupações da comunidade internacional sobre o destino dos civis em Gaza.

Estes fundos serão utilizados, em particular, para reforçar o escudo antimíssil de Israel, conhecido como Iron Dome, ou domo de ferro.

Mais de US$ 9 bilhões de dólares foram também destinados a satisfazer a “necessidade urgente de ajuda humanitária” para “populações vulneráveis em todo o mundo”, especificamente em Gaza e no Sudão.

Tal como Biden tinha pedido, o projeto de lei destina US$ 8 bilhões para fazer frente à China na frente militar, investindo em submarinos, e para ajudar Taiwan.

Prevê igualmente a proibição do TikTok nos Estados Unidos, a menos que a rede social corte os seus laços com a sua empresa-mãe ByteDance e, de um modo mais geral, com a China.

A plataforma de vídeo é acusada de permitir que Pequim espie e manipule os seus 170 milhões de usuários nos Estados Unidos. No entanto, é provável que a sua eventual proibição seja contestada em tribunal.

RTP

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