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astronautas da artemis ii alcançam locais inéditos na exploração lunar

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Os quatro astronautas da missão lunar Artemis II, da Nasa, se tornaram, nesta segunda-feira (6), os primeiros a viajar mais longe da Terra, enquanto se preparam para observar regiões da Lua até então vistas apenas em imagens capturadas por satélites.

A equipe da Artemis II ultrapassou o recorde anterior de 400.171 km, estabelecido pela missão Apollo 13 na década de 1970. Espera-se que hoje esta missão supere a marca anterior em mais de 6.600 km, alcançando 406.778 km de distância.

“Hoje, em nome de toda a humanidade, vocês estão indo além desta fronteira”, disse Jenni Gibbons, do controle da missão em Houston.

Este é um dos feitos mais notáveis da viagem até o momento.

O astronauta Jeremy Hansen afirmou que o momento foi planejado “para desafiar esta geração e as próximas, garantindo que este recorde não dure por muito tempo”.

A tripulação propôs nomear duas crateras até então sem nome: uma em homenagem ao apelido dado à nave espacial, “Integrity”, e outra em homenagem a “Carroll”, nome sugerido para honrar a falecida esposa do comandante da missão, Reid Wiseman, que faleceu devido ao câncer.

“É um ponto brilhante na Lua”, disse Hansen, com a voz embargada pela emoção. “Gostaríamos que ela se chamasse Carroll”.

Os astronautas se abraçaram, e os presentes no controle da missão em Houston respeitaram um minuto de silêncio.

“Crateras Integrity e Carroll, recebido forte e claro. Obrigado”, afirmou Gibbons.

Objetivo da missão

A nave Orion orbita a Lua para realizar um sobrevoo histórico, durante o qual os astronautas dedicarão mais de seis horas para analisar e documentar características da superfície lunar, antes de iniciar o retorno à Terra.

“É um dia marcante e sei que estarão ocupados, mas não deixem de apreciar a vista”, disse Jim Lovell, que participou das missões Apollo 8 e 13, em uma gravação deixada para a nova geração de astronautas, feita pouco antes de sua morte no ano passado.

“Tenho orgulho de passar a tocha a vocês enquanto orbitam a Lua”, acrescentou.

A missão, iniciada na última quarta-feira, entrou nesta segunda-feira na chamada esfera de influência lunar pela Nasa, por volta das 04h42 GMT (01h42 Brasília), para realizar o primeiro sobrevoo lunar desde 1972.

O período de observação do satélite natural da Terra deve durar cerca de sete horas ao todo.

No domingo, a agência espacial americana divulgou uma imagem registrada pela tripulação mostrando a Lua e sua Bacia Oriental.

“Esta missão marca a primeira vez que toda a bacia foi vista por olhos humanos”, informou a Nasa. A grande cratera, que se assemelha a um alvo, já havia sido fotografada anteriormente por câmeras orbitais.

A tripulação da nave Orion é composta pelos americanos Christina Koch, Reid Wiseman e Victor Glover, além do canadense Jeremy Hansen.

“Agradeço a vocês e toda a equipe em terra por perpetuar o legado da Apollo com a Artemis. Desejo uma boa viagem e um retorno seguro”, declarou o astronauta do programa Apollo Charles Duke, de 90 anos.

Ele é um dos últimos homens que participaram de uma missão ao satélite natural da Terra, em 1972. Desde então, nenhum ser humano chegou tão perto da Lua.

Planos atualizados

A Nasa destacou que a tripulação da Artemis completou um teste para assegurar que a pilotagem manual está funcionando e também revisou o plano de observação científica para identificar e fotografar diversos acidentes geográficos da superfície lunar.

Os astronautas receberam instrução em geologia para descrever e fotografar características lunares, incluindo antigos fluxos de lava e crateras de impacto.

Eles terão uma visão da Lua única em comparação com as missões Apollo das décadas de 1960 e 1970.

A tripulação da Artemis II poderá observar a superfície completa e circular da Lua, incluindo as áreas próximas aos dois polos.

Durante o sobrevoo, haverá um período de aproximadamente 40 minutos em que toda comunicação será interrompida, quando os astronautas passarem por trás da Lua.

A Artemis II integra um plano a longo prazo para um retorno sustentável à Lua, com o objetivo de estabelecer uma base permanente que servirá como plataforma para futuras explorações.

A Nasa pretende realizar um pouso lunar em 2028, antes do término do mandato do presidente Donald Trump.

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