Economia
Banco Central não achou provas contra ex-presidente em caso do Master
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, declarou que a investigação interna do Banco Central não identificou qualquer prova que indique que seu antecessor, Roberto Campos Neto, tenha favorecido o Banco Master ou seu controlador, Daniel Vorcaro.
Daniel Vorcaro assumiu o controle do Banco Master no início do mandato do ex-presidente do BC em outubro de 2019. Em fevereiro do mesmo ano, um pedido relacionado ao banco foi rejeitado devido à fonte dos recursos mínimos de capital. Posteriormente, novos recursos foram apresentados e a equipe técnica considerou que a questão havia sido resolvida.
Galípolo afirmou que não existe nenhum procedimento de auditoria ou investigação que aponte culpa para Roberto Campos Neto.
Quando questionado pelo presidente da CPI do Crime Organizado, Fabiano Contarato (PT-ES), sobre possíveis ações de Campos Neto para impedir a liquidação ou intervenção no Banco Master ao longo de 2024, Galípolo confirmou que a sindicância não encontrou indícios nesse sentido.
Além disso, o presidente do BC mencionou que Campos Neto solicitou duas avaliações detalhadas sobre os negócios do Master: a primeira, em 2023, ao então diretor de Fiscalização, Paulo Souza, para examinar a carteira do banco; a segunda, em 2024, envolveu a análise dos ativos do banco realizada por três escritórios de advocacia.
Vale destacar que Paulo Souza está sob investigação pela Polícia Federal por suspeita de atuar como consultor informal de Daniel Vorcaro, tendo sido afastado do Banco Central.
Galípolo também comentou que a liquidação do Banco Master não poderia ter ocorrido antes, pois o Banco Central deve seguir procedimentos rigorosos. Ele assumiu o cargo em janeiro de 2025 e ressaltou a importância de cumprir todos os trâmites para evitar questionamentos, destacando que ainda está respondendo a processos de órgãos de controle sobre a forma como a liquidação foi conduzida.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login