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Brasil lidera aliança por um Atlântico Sul pacífico e sustentável

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O Brasil passou a presidência de uma coalizão que reúne mais de 20 países, principalmente africanos, com foco em manter a parte sul do Oceano Atlântico livre de conflitos e tensões políticas, além de promover a proteção ambiental.

Em meio a conflitos globais como as guerras em Gaza, Irã, Líbano e Ucrânia, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, iniciou o encontro de autoridades da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), realizado na Escola Naval, Rio de Janeiro. Ele defendeu que rivalidades externas não devem influenciar os interesses regionais.

“Canais, golfos, estreitos, mares e oceanos devem unir e não dividir”, afirmou o chefe da diplomacia brasileira.

Mauro Vieira destacou a preocupação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante do atual cenário mundial, marcado pela maior quantidade de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial.

Além disso, comentou que o aumento dos preços de energia e alimentos é consequência direta das tensões na Ucrânia e no Oriente Médio, afetando especialmente as economias dos países em desenvolvimento.

A Zopacas engloba 24 países: Brasil, Argentina e Uruguai, na América do Sul, e 21 nações da costa africana, do Senegal à África do Sul, incluindo Cabo Verde. O encontro no Rio marca o início da presidência brasileira pelo período de três anos, sucedendo Cabo Verde.

O Ministério das Relações Exteriores ressalta que essa zona de paz e cooperação é uma prioridade da política externa do país. O Brasil contribuiu para a criação da zona há 40 anos.

Entre os principais objetivos da Zopacas estão o compromisso com um Atlântico Sul livre de armas nucleares e de destruição em massa.

Mauro Vieira reforça que a iniciativa valoriza a paz em um mundo cheio de conflitos crescentes.

Outros focos incluem segurança marítima, combate ao tráfico de drogas via embarcações, pirataria e pesca ilegal. O ministro também destacou a importância da conservação ambiental.

O Brasil planeja aprovar o Santuário de Baleias do Atlântico Sul ainda este ano na Comissão Internacional da Baleia. Espera-se que durante o encontro seja assinada uma convenção para proteger o meio ambiente marinho na região, estabelecendo medidas para evitar danos ao oceano.

“Os países da região estão comprometidos com a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável”, afirmou o ministro.

Zopacas

A Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, criada em 1986 pela ONU, visa manter as margens do Atlântico Sul livres de armas nucleares e de destruição em massa.

Além da cooperação em defesa e segurança, busca parcerias em meio ambiente e desenvolvimento.

O Brasil possui o maior litoral banhado pelo Atlântico Sul, com cerca de 10,9 mil quilômetros, seguido por Angola e Namíbia na África.

Cooperação brasileira

A Agência Brasileira de Cooperação (ABC), ligada ao Ministério das Relações Exteriores, atua na cooperação com os demais países através de diversos projetos que podem servir de modelo para políticas públicas nas áreas de combate à fome, desenvolvimento econômico e avanços agrícolas.

A embaixadora Luiza Lopes da Silva, diretora-adjunta da ABC, destaca iniciativas sobre redução da pobreza, alimentação escolar, agricultura familiar, cooperativismo, construção de cisternas, formação profissional e apoio a micro e pequenas empresas com o SEBRAE.

“Os países escolhem as prioridades que consideram essenciais para sua autonomia, alinhando suas escolhas com as capacidades do Brasil”, explicou a embaixadora.

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