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Economia

Brasil mira independência em diesel e gás de botijão

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o Brasil está focado em alcançar a independência na produção de combustíveis essenciais, como diesel e gás de botijão (GLP). Além disso, destacou avanços na produção de biocombustíveis.

De acordo com Silveira, o país tem potencial para diminuir sua dependência de importações através de ajustes na política energética.

“O Brasil é um dos poucos países no mundo que, com pequenas mudanças estratégicas, pode se tornar completamente autossuficiente”, afirmou o ministro durante o LatAm Energy Week, realizado no Rio de Janeiro.

O governo planeja eliminar a necessidade de importar GLP nos próximos anos, atualmente responsável por cerca de 15% do consumo nacional, o que faz o preço acompanhar valores internacionais.

Para proteger os consumidores, foram anunciados subsídios de R$ 300 milhões para o GLP, isenção do PIS Cofins no QAV e uma nova ajuda para o diesel.

Silveira criticou a decisão de um diretor da Petrobras que autorizou um leilão de GLP, elevando o preço do gás de botijão, e informou que esse diretor foi dispensado.

“O diretor foi afastado após conduzir um leilão de GLP em um momento delicado para o abastecimento. Mesmo respeitando a governança, o presidente Lula expressou sua insatisfação, que foi acolhida pela companhia para favorecer preços mais baixos em produtos essenciais como GLP, gasolina e diesel”, explicou o ministro.

Ele ressaltou que o desafio maior está no diesel, pois atualmente 27% do combustível consumido no país vem de importações. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou que a estatal está revisando seu plano de negócios buscando a autossuficiência nesse combustível.

“Não faz sentido o Brasil exportar petróleo e importar diesel. Precisamos de autossuficiência para nos proteger de conflitos externos”, destacou Silveira.

O avanço na política de biocombustíveis também foi mencionado, com destaque para o SAF (querosene sustentável de aviação) e o projeto de aumentar a mistura de etanol na gasolina para 32% (E32), aproveitando a produção de etanol tanto da cana-de-açúcar quanto do milho.

Ele avalia que o cenário internacional deve reforçar a busca mundial por segurança energética.

“Após esta guerra, a estratégia global deve priorizar a autossuficiência, especialmente para países com grande potencial energético, como o Brasil”, concluiu o ministro.

Silveira afirmou que o Brasil possui vantagem competitiva para avançar rumo à autossuficiência, criticando retrocessos no setor de refino, como a venda da refinaria de Mataripe, e avaliou equivocada a privatização da BR Distribuidora.

Além disso, reforçou a importância de investir em infraestrutura logística, como álcooldutos e minerodutos, para reduzir o transporte rodoviário e aumentar a eficiência, destacando que há uma estratégia ativa da Petrobras neste sentido.

O ministro também destacou o aumento na fiscalização do mercado de combustíveis, propondo atuação conjunta da Polícia Federal com a Agência Nacional do Petróleo para monitorar preços e práticas no setor. A fiscalização será rigorosa com revendedores e distribuidoras, independentemente do tamanho.

“Não será permitido qualquer tipo de irregularidade ou favorecimento indevido neste momento delicado. A fiscalização será firme para garantir o equilíbrio do mercado e proteger o consumidor”, concluiu ele, enfatizando a necessidade de um rigoroso controle e correção imediata de desvios.

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