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Brasileiros devem considerar sair do Golfo devido a tensões

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Embaixadas brasileiras nos países do Golfo Árabe aconselham os cidadãos do Brasil a pensarem cuidadosamente sobre deixar a região, devido à possibilidade de aumento dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã e das eventuais retaliações iranianas contra países vizinhos.

“A situação no Oriente Médio está se tornando cada vez mais perigosa e sua evolução é incerta”, alertam as embaixadas nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait por meio de mensagens em suas redes sociais.

As embaixadas do Brasil no Bahrein e no Catar também emitiram alertas similares.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu um prazo até a noite de terça-feira para que o Irã permita a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, passagem estratégica entre o Golfo e o mar aberto que é responsável por cerca de 25% do transporte mundial de petróleo e derivados.

Caso o Irã não permita, o presidente americano ameaça intensificar bombardeios à infraestrutura iraniana, incluindo usinas elétricas e pontes. Em resposta, o Irã ameaça ampliar ataques contra países vizinhos aliados dos EUA.

“Nesse cenário, a embaixada recomenda que cada brasileiro avalie cuidadosamente se deve permanecer no país ou buscar locais mais seguros”, orientam as embaixadas em Emirados e Kuwait. A embaixada no Bahrein já havia feito essa recomendação na sexta-feira passada.

Desde o início dos confrontos, em 28 de fevereiro, o Irã tem lançado mísseis e drones contra alvos nos países da região, focando em instalações militares americanas ou que apoiem os EUA, além de indústrias, aeroportos e refinarias.

Para quem for permanecer, as embaixadas sugerem que os brasileiros priorizem a segurança pessoal e familiar, acompanhem as orientações das autoridades locais e, em caso de alerta de ataque, busquem abrigo adequado, longe de janelas e próximo ao nível do solo.

Outras recomendações incluem evitar áreas sensíveis e grandes multidões, não fotografar instalações de segurança, seguir os canais oficiais das embaixadas, garantir reserva de água potável, alimentos não perecíveis e medicamentos essenciais, além de lanternas, pilhas, kit de primeiros socorros, manter celulares carregados e deixar documentos e dinheiro acessíveis.

O espaço aéreo da região está sujeito a frequentes mudanças. Nos Emirados, voos ainda ocorrem, porém com risco de alterações. No Kuwait, o espaço aéreo está fechado conforme informações da embaixada brasileira. Uma alternativa possível é sair por estrada através da Arábia Saudita, que faz fronteira com os países do Golfo.

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