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BRB solicita ao STF que acordo de delação no caso Master reserve fundos para indenização
O Banco de Brasília (BRB) apresentou uma solicitação ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que qualquer acordo de colaboração premiada relacionado ao Banco Master destine recursos para indenizar o banco pelas perdas decorrentes da tentativa de aquisição do banco de Daniel Vorcaro pela instituição, controlada pelo governo do Distrito Federal.
O objetivo do banco é garantir o bloqueio dos bens que possam ser recuperados para assegurar seu ressarcimento nesse episódio.
Com essa medida, o BRB procura assegurar sua posição como um dos principais lesados pelo esquema, uma vez que seu patrimônio foi comprometido na tentativa da compra do Master.
Em comunicado divulgado ao mercado, o BRB afirmou que a iniciativa visa reservar bens e ativos que sejam identificados, recuperados, bloqueados, repatriados ou oferecidos no curso das investigações em andamento e em acordos de colaboração premiada.
Daniel Vorcaro, antigo proprietário do Banco Master, está negociando um acordo de delação premiada com as autoridades. Ele foi acusado de fraudar para aumentar artificialmente os ativos do Banco Master e repassar créditos tóxicos ao Banco de Brasília durante a tentativa de aquisição do Master pelo BRB.
O BRB esclareceu que a ação, neste momento, possui caráter preventivo e cautelar, pois ainda não há confirmação sobre valores a serem recuperados.
“O BRB manterá seus acionistas e o mercado informados sobre quaisquer eventos relevantes relacionados ao tema, conforme as normas aplicáveis”, afirmou o banco no documento.
A legislação determina que qualquer quantia recuperada após investigações de ilícitos deve priorizar a reparação dos prejudicados.
O BRB busca alternativas financeiras para cobrir o déficit causado pelas transações ligadas ao Master.
Ao cancelar a compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito suspeitas, o BRB assumiu diversos ativos do Master, cujos valores de garantia também são questionáveis. Conforme dados do Banco Central no final do ano passado, o rombo estimado era de ao menos R$ 5 bilhões.
O presidente do BRB, Nelson de Souza, informou em fevereiro que o banco previa a necessidade de reservar cerca de R$ 8,8 bilhões para possíveis perdas e um aporte do governo do Distrito Federal de R$ 6,6 bilhões.
Até o momento, ainda não há definição sobre como será feito esse aporte financeiro. O governo do Distrito Federal autorizou a venda antecipada de nove imóveis públicos, avaliados preliminarmente em R$ 6,6 bilhões, para ajudar na solução.
Recentemente, o BRB decidiu remover dos cargos os dirigentes envolvidos na tentativa de aquisição do Master. De acordo com a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, cerca de 30 dirigentes serão responsabilizados pela compra das carteiras fraudulentas que resultaram em um rombo de R$ 12 bilhões para o banco.


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