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Casos de câncer no DF podem passar de 10 mil até 2028

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O Distrito Federal deve ter mais de 10 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, conforme o Instituto Nacional de Câncer (INCA). No total, são esperados 10.070 diagnósticos anuais, acompanhando a tendência nacional que prevê cerca de 781 mil novos casos anualmente no Brasil. No Dia Mundial de Combate ao Câncer, especialistas destacam que, apesar de ser uma das principais causas de morte no país, muitos casos podem ser evitados com diagnóstico precoce e mudanças no estilo de vida.

Desconsiderando o câncer de pele não melanoma, que é o tipo mais comum porém menos letal, o DF deve registrar cerca de 7,6 mil novos casos por ano. O INCA aponta que serão aproximadamente 4.540 casos em homens e 5.530 em mulheres. Os cânceres de mama, próstata, cólon e reto, pulmão e estômago são os mais frequentes na região.

Nas unidades básicas de saúde (UBSs) do DF, que são a porta de entrada para o diagnóstico e tratamento, os pacientes fazem a primeira avaliação. Se necessário, são encaminhados para atendimento especializado. A Secretaria de Saúde do DF tem trabalhado para agilizar o acesso ao tratamento, organizando a rede para garantir encaminhamentos rápidos.

O rastreamento é fundamental para detectar o câncer cedo, aumentando as chances de cura. Para o câncer de mama, a recomendação é realizar mamografias a cada dois anos para mulheres entre 50 e 74 anos, podendo começar aos 40 anos, conforme avaliação médica. Já no câncer de próstata, os exames de rotina não são indicados para homens sem sintomas, sendo recomendados apenas em casos específicos, como histórico familiar ou sinais urinários.

A oncologista Gabrielle Scattolin, da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), explica que o câncer suele se desenvolver devido a fatores acumulados ao longo do tempo. Ela destaca que, mesmo com informação disponível, ainda há pouca adesão a hábitos saudáveis e exames preventivos. Muitas pessoas têm a falsa ideia de que o câncer é sempre fatal ou apenas genético, quando na verdade grande parte está ligada ao estilo de vida.

Tabagismo, consumo de álcool, alimentação inadequada, falta de atividade física e obesidade estão entre as principais causas do aumento dos casos. Para Gabrielle Scattolin, é importante que a população entenda seu papel na prevenção. O INCA informa que cerca de 30% dos casos poderiam ser evitados com hábitos saudáveis e abandono do tabagismo. O câncer é uma questão social, e a prevenção salva vidas.

Saiba mais

Para diminuir o tempo de espera no atendimento, a Secretaria de Saúde do DF lançou, em julho de 2025, o programa “O câncer não espera. O GDF também não”, que reduziu o tempo médio para a primeira consulta oncológica de 81 para 16 dias, uma queda de 80%. O acesso à radioterapia também foi agilizado, com a redução do tempo de 87 para 26 dias, uma queda de 70%.

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