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China pronta para ajudar Rússia a diminuir crise no Oriente Médio
Às vésperas de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU marcada para esta semana, a China anunciou neste domingo, dia 5, que está disposta a colaborar com a Rússia no organismo da Organização das Nações Unidas para aliviar as tensões no Oriente Médio.
Ambos os países são membros permanentes do conselho, que irá votar uma resolução proposta pelo Bahrein sobre a proteção da navegação comercial no Estreito de Ormuz. O trecho tem sido parcialmente bloqueado pelo Irã devido aos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o país persa.
De acordo com a agência oficial chinesa Xinhua, em conversa telefônica com o chanceler russo, Sergei Lavrov, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que a situação no Oriente Médio está se agravando, que os conflitos na região continuam crescendo e que a chave para garantir a navegação segura pelo Estreito de Ormuz é alcançar um cessar-fogo rapidamente e pôr fim à guerra.
Wang Yi destacou que China e Rússia devem unir esforços para ajudar a conter a escalada da crise no Oriente Médio, proteger a paz e a estabilidade da região e assegurar a segurança global. Para ele, os dois países precisam agir de forma justa e equilibrada, buscando maior compreensão e apoio da comunidade internacional.
A Xinhua também informou que Sergei Lavrov expressou grande preocupação com o aumento das tensões no Oriente Médio, afirmando que as ações militares devem cessar prontamente. O chanceler russo acrescentou que os esforços precisam focar numa solução política e diplomática, onde o Conselho de Segurança desempenharia um papel fundamental.
“A Rússia está disposta a manter comunicação e coordenação próximas com a China, continuando a apoiar a busca por cessar-fogo e fim do conflito”, declarou Lavrov, segundo a agência chinesa.
Segundo a agência Reuters, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia reforçou em nota que os dois ministros discutiram formas de alcançar um cessar-fogo rápido e iniciar o diálogo político-diplomático.
A nota afirmou satisfação com as posições semelhantes da Rússia e da China em várias questões globais, especialmente sobre o Irã e a agressão não provocada dos Estados Unidos e Israel contra o país.
O Estreito de Ormuz é uma rota crucial por onde passa cerca de 25% do transporte marítimo global de petróleo e derivados, segundo a Agência Internacional de Energia. A China está entre os principais destinos desse combustível.


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