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Congressistas democratas dos EUA criticam bloqueio econômico contra Cuba após visita a Havana

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Dois congressistas democratas dos Estados Unidos se encontraram em Havana com o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, marcando a primeira visita de membros do Congresso americano desde a imposição de um embargo petrolífero à ilha, ação que eles classificaram como um ‘bloqueio econômico’.

Pramila Jayapal e Jonathan Jackson completaram uma visita de cinco dias em Cuba, em meio a um período de crescente pressão do governo americano contra o regime comunista.

Díaz-Canel compartilhou fotos do encontro em sua rede social, onde denunciou os “efeitos devastadores” do embargo imposto pelos EUA e as possíveis “medidas agressivas” futuras planejadas por Washington.

Ele também reiterou a vontade de seu governo em manter um diálogo respeitoso e buscar soluções para os desentendimentos atuais entre os dois países.

Em comunicado conjunto, os congressistas afirmaram que o embargo petrolífero implementado em janeiro pelo governo Trump é ilegal e causa sofrimento imenso à população cubana.

“Trata-se de uma punição coletiva severa — na prática, um bloqueio econômico à infraestrutura do país — que gerou danos profundos. Isso precisa acabar imediatamente”, enfatizaram.

Essa medida foi adotada após os Estados Unidos derrubarem o presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro, aliado principal de Cuba, e ameaçarem com tarifas os países que fornecem petróleo para a ilha.

A decisão intensificou a crise de energia em Cuba, provocando frequentes quedas de energia. Recentemente, o presidente Trump autorizou a entrada de um navio petroleiro russo com 730 mil barris de petróleo, o primeiro em três meses, para aliviar a situação.

Em entrevista a um veículo americano especializado em Cuba, Jayapal relatou que visitaram um hospital maternidade e viram bebês prematuros em incubadoras, destacando o impacto do bloqueio na saúde pública.

“É uma forma de agressão, pois impede a chegada de combustível que alimenta geradores, transporta medicamentos e permite que profissionais de saúde atendam a população”, disse ela.

“Essa é uma crueldade extrema e uma punição coletiva”, acrescentou.

Os congressistas também destacaram que o governo cubano permitiu a visita de investigadores do FBI para uma apuração independente sobre um tiroteio envolvendo uma embarcação americana.

Recentemente, o governo de Díaz-Canel concedeu indulto a mais de 2 mil detentos, porém nenhum deles era político, segundo organizações de direitos humanos.

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