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Corpo de mulher encontrado em estado avançado de decomposição na zona norte de São Paulo
Uma mulher de 40 anos foi encontrada morta, já em estado avançado de decomposição, na residência onde residia há dois meses, no Tremembé, região norte de São Paulo, na manhã do último domingo (14/12). De acordo com a polícia, Rôsegleizia da Silva Menezes apresentava sinais iniciais de putrefação, indicando que o óbito teria ocorrido dois ou três dias antes do achado.
Ao adentrarem o imóvel, os policiais militares encontraram a vítima caída sobre um colchão dentro da casa, com uma ferida grave no pescoço. A porta da sala estava entreaberta e uma faca estava localizada sob o corpo. O celular permaneceu ao lado da mulher. Ambos os objetos foram recolhidos para perícia.
Sinais indicam morte dias antes
Rôsegleizia trabalhava em uma empresa de segurança em quatro dias da semana, no período das 17h30 às 23h30.
De acordo com colegas, ela foi vista pela última vez na quarta-feira à noite (10/12). No dia seguinte, a família teve o último contato com a mulher.
O relato das testemunhas e as condições em que o corpo foi encontrado sugerem que ela já estava morta há alguns dias antes de ser achada.
O episódio foi registrado como homicídio no 73° Distrito Policial (Jaçanã), com pedido de apoio ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Informações sobre a vítima
Segundo o boletim de ocorrência, Rôsegleizia tinha um filho de 20 anos de um relacionamento anterior e estava solteira no momento dos fatos.
Ela morava sozinha na casa da rua Pedro Furquim, que havia sido adquirida com a intenção de passar por reformas para que o filho pudesse morar com a mãe.
As obras estavam em curso, feitas por um vizinho, quando ocorreu o crime.
Investigação e perícias
O vizinho, que não possui antecedentes criminais, foi ouvido juntamente com familiares, colegas de trabalho e demais testemunhas no inquérito.
Apesar de não haver menção a suspeitos no boletim e na nota da Secretaria de Segurança Pública (SSP), o ex-companheiro da vítima foi alvo de investigações policiais entre 2004 e 2023, abrangendo crimes patrimoniais, tráfico de drogas e violência doméstica, e foi recentemente pronunciado em um caso de homicídio ocorrido em 2023.
Além dos depoimentos e da análise do histórico do ex-companheiro, a Polícia Civil recolheu itens encontrados no local e solicitou a inserção do perfil genético da vítima no Banco Nacional de Perfis Genéticos.
Foram requisitados ao Instituto Médico Legal (IML) exames necroscópico, toxicológico, subungueal, sexológico, de útero gravídico e coleta de material genético.
Durante o plantão, não foi possível identificar claramente a autoria do crime. Por isso, foi lavrado o informativo de homicídio (artigo 121 do Código Penal), e instaurado o inquérito policial para a investigação detalhada do caso.

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