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Cuba denuncia pressão dos EUA sobre países da América Latina para prejudicar sua economia
Bruno Rodríguez, ministro das Relações Exteriores de Cuba, acusou o governo dos Estados Unidos nesta quinta-feira (9) de forçar diversos países latino-americanos a cancelar acordos de cooperação médica com Cuba, numa tentativa de enfraquecer a economia da ilha.
Países como Guatemala, Honduras, Jamaica e Guiana já encerraram esses acordos desde o início do ano. Esses pactos permitiam o envio de profissionais de saúde cubanos, em alguns casos por mais de 25 anos. Dados oficiais indicam que em 2025 cerca de 24 mil médicos e outros trabalhadores da saúde cubanos atuavam em 56 países.
Rodríguez declarou no X que “o governo dos EUA está pressionando e forçando outros governos a encerrarem as Brigadas Médicas Cubanas em diversos locais, usando razões infundadas”.
O ministro ressaltou que o objetivo dos Estados Unidos é continuar bloqueando a economia cubana e cortar suas fontes legítimas de receita para punir o povo cubano.
A declaração ocorreu após a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) ter publicado um relatório apontando supostas violações dos direitos humanos nesses programas, incluindo retenção de salários, ameaças de prisão e confisco de passaportes.
Rodríguez afirmou que as brigadas médicas cubanas trabalham de forma solidária em regiões remotas, ajudam a desenvolver sistemas de saúde com profissionais experientes e seus integrantes são voluntários, legalmente contratados e respeitam padrões internacionais.
O envio dessas brigadas ao exterior é a principal fonte de receita de Cuba, gerando cerca de 7 bilhões de dólares em 2025, o que equivalia a aproximadamente 38,5 bilhões de reais na época, conforme dados oficiais.


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