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Diálogo e inovação são foco na conferência do trabalho

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A conclusão da 2ª Conferência Nacional do Trabalho (CNT), realizada recentemente em São Paulo, enfatiza a importância do diálogo entre trabalhadores e empregadores, além de destacar a necessidade de inovação produtiva, condições salariais justas, ambiente democrático e soberania nacional. O documento ressalta ainda que as inovações tecnológicas e as mudanças nas cadeias de produção globais demandam uma rápida adaptação da indústria.

“O ambiente ideal para o progresso coletivo é uma sociedade democrática, inclusiva e sem discriminação, que garanta salários que proporcionem uma vida digna, acesso amplo a uma educação de qualidade e leis que atendam às justas demandas dos trabalhadores, empregadores e empreendedores em todos os setores”, afirmam os delegados responsáveis pelo documento.

Além disso, o texto elaborado por representantes dos trabalhadores, empregadores e governo destaca que a defesa da soberania nacional junto com a modernização da indústria deve ser uma prioridade, acompanhada do aumento dos investimentos e da facilitação de crédito com juros reduzidos.

“É fundamental assegurar segurança jurídica, fortalecer a competitividade das empresas e oferecer mais oportunidades de capacitação para jovens e trabalhadores”, dizem os autores da carta.

Entre os pontos principais da conferência estão a mediação de trabalho inclusiva, a ampliação das políticas de qualificação contínua, a proteção social integrada, e o aprimoramento dos fundos de apoio ao trabalhador, para que possam contribuir mais efetivamente para o desenvolvimento.

“Modernizar as relações de trabalho no Brasil é essencial para alcançarmos níveis elevados de produtividade e competitividade global. Sem esses avanços, será difícil colocar o país entre as maiores economias do mundo, garantindo empregos e renda adequada para a população”, afirma o documento.

Novas negociações necessárias

O documento também ressalta que temas como a jornada de trabalho e o trabalho realizado por meio de aplicativos necessitarão de novas discussões entre empregadores, trabalhadores e governo para a construção de acordos. Estes encontros permitirão analisar com profundidade os impactos sociais e econômicos, bem como os ganhos em produtividade.

“Alguns assuntos requerem mais rodadas de negociação, especialmente o trabalho intermediado por aplicativos, o combate à informalidade, as novas formas de trabalho, as jornadas e escalas, o fortalecimento dos sindicatos, a valorização da negociação coletiva e o estabelecimento de regras que tragam modernidade e segurança jurídica às relações laborais”, concluem.

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