Brasil
Durigan quer apoio das distribuidoras para subsídios do governo contra crise da guerra
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, solicitou que as distribuidoras participem das subsídios anunciados pelo governo federal nesta segunda-feira (6). De acordo com Durigan, essas empresas têm preocupação com o abastecimento e a importação, e o governo espera que elas atuem com transparência ao repassar os preços reduzidos dos derivados de petróleo para os consumidores.
“Acredito que o melhor caminho é a colaboração de todos, com adesão, transparência e comprovação de que o subsídio está sendo repassado ao longo da cadeia, o que é uma forma republicana e clara de agir, sem comprometer o trabalho dos órgãos de fiscalização”, afirmou Durigan.
Ele também garantiu que a responsabilização de empresas que aplicarem aumentos abusivos nos preços dos derivados do petróleo será feita com cuidado e não de forma sumária.
Durigan comentou ainda que o crédito extra para os subsídios ultrapassa o limite anual previsto para o governo, mas isso não impede o cumprimento da meta fiscal.
“O que for gasto está perfeitamente alinhado com o aumento da arrecadação”, explicou o ministro da Fazenda. “A meta de resultado primário para o fim do ano será mantida e perseguida”, complementou, destacando que o governo obtém receitas extraordinárias devido à alta nos preços do petróleo.
Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento, declarou que o impacto do subsídio ao diesel nos próximos dois meses está estimado em R$ 8 bilhões, dentro do limite previsto de R$ 10 bilhões.
Ele acrescentou que o governo vai reavaliar a situação do mercado de derivados de petróleo daqui a dois meses para decidir se será necessário adotar novas medidas ou estender os subsídios.
Dario Durigan, Bruno Moretti e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, concederam entrevista coletiva no Palácio do Planalto hoje, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada.


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