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Economia

Durigan solicita que distribuidoras aceitem subsídios federais para o diesel

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Dario Durigan, ministro da Fazenda, solicitou que as distribuidoras de combustíveis participem dos subsídios concedidos pelo governo federal às empresas do setor para amenizar os impactos do conflito no Oriente Médio.

Dario destacou a expectativa do governo de que as empresas não resistam às novas medidas anunciadas nesta segunda-feira. Grandes distribuidoras, como Vibra, que opera as redes BR, Ipiranga e Raízen, proprietária da Shell, optaram por não aderir inicialmente ao primeiro subsídio ao diesel, anunciado em março.

Durante coletiva, o ministro comentou: “Considero importante a adesão das distribuidoras. Tivemos uma primeira conversa e também ouviram preocupações sobre o abastecimento e implementação. É difícil acreditar que, após um esforço significativo do governo federal, articulado com os estados e uma subvenção robusta e significativa, as distribuidoras não participarão.”

Para evitar que o aumento internacional do preço do petróleo eleve demais o diesel nas bombas e para o setor de transportes, a União propôs, em março, um pagamento de R$ 0,32 por litro aos produtores e importadores. Em troca, as empresas não podem vender o combustível acima de um preço determinado pelo governo.

Devido à resistência de parte do setor, o governo anunciou hoje novas subvenções: R$ 1,20 para o diesel rodoviário importado e R$ 0,80 por litro para o produzido nacionalmente, que se soma ao subsídio de R$ 0,32 já vigente. Além disso, haverá isenção de impostos federais para o biodiesel.

O governo acredita que essa ampliação dos subsídios será essencial para modificar a resistência das grandes empresas.

Por outro lado, aderiram a Petrobras, a Refinaria de Mataripe (operada pela Acelen, controlada pelo fundo Mubadala Capital dos Emirados Árabes), Sea Trading Comercial, Midas Distribuidora e Sul Plata Trading, conforme indicado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).

O parque de refino da Petrobras, que é o maior produtor de diesel do país, juntamente com a Acelen, atende cerca de 70% da demanda nacional. Os 30% restantes são importados. As principais distribuidoras que decidiram não aderir compram diesel dessas refinarias, mas também são responsáveis por cerca de metade das importações brasileiras do combustível.

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