Centro-Oeste
Encontro busca melhorar atendimento odontológico a autistas no SUS do DF
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) realizou no dia 7 de abril o III Encontro Científico sobre Autismo, no auditório da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O evento, organizado pelo Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), teve como objetivo trocar experiências e atualizar técnicas para aprimorar o atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na rede pública de saúde do Distrito Federal.
O evento focou na importância de abordagens personalizadas, buscando oferecer um cuidado mais acessível e adequado às necessidades de cada paciente no Sistema Único de Saúde (SUS). Cleber Monteiro, presidente do IgesDF, ressaltou o compromisso constante com o tema, enfatizando a importância do aprendizado contínuo para garantir o melhor atendimento possível, destacando ainda sua experiência pessoal com uma neta autista.
Domingos Brito, presidente do Conselho de Saúde do Distrito Federal (CSDF), elogiou a iniciativa, afirmando que o Distrito Federal é referência nacional no SUS e que o encontro mostra sensibilidade e atualização constante sobre o tema.
No Hospital Regional de Santa Maria, o atendimento já é focado na individualização. O superintendente da unidade, Diego Fernandes, destacou melhorias na odontologia e no pronto-socorro infantil, com ambientes adaptados para pacientes autistas. Érika Maurienn, responsável pelo Serviço de Odontologia e pela organização do evento, relatou uma evolução considerável nos últimos 15 anos para superar desafios e oferecer um atendimento de qualidade no SUS.
A cirurgiã-dentista e pesquisadora do Centro de Estudos nos Transtornos do Espectro Autista (CETEA) da Escola de Saúde Pública do DF (ESP/DF), Juliana Grossi, ressaltou que o encontro deve servir como um ponto de partida para mudanças práticas e políticas públicas que promovam uma saúde mais justa para este grupo.
O Hospital Regional de Santa Maria adotou adaptações como uso de luzes suaves, controle de estímulos e planejamento individualizado para diminuir a ansiedade, especialmente em crianças. O acesso ao atendimento pode ser feito por encaminhamento através do Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde do DF ou por demanda espontânea em casos de urgência. A unidade atende, em média, até 30 pacientes por mês e tem planos de ampliar o serviço odontológico, conforme Cleber Monteiro.


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