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Estados Unidos e Irã fecham acordo de paz surpresa

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Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo na última terça-feira (7) para um cessar-fogo de duas semanas, evitando assim o prazo final imposto pelo presidente Donald Trump para um ataque ao país. O Irã concordou em reabrir temporariamente o estratégico Estreito de Ormuz e está disposto a iniciar negociações.

Após semanas de confrontos intensos envolvendo os EUA e Israel, o Irã decidiu começar diálogos com Washington, com reuniões programadas para sexta-feira no Paquistão, que desempenha o papel de mediador.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, confirmou o compromisso iraniano com um cessar-fogo imediato. O presidente Trump declarou ter mantido conversas com líderes paquistaneses que solicitaram a suspensão das ações militares contra o Irã.

Em sua plataforma Truth Social, Trump afirmou que está disposto a adiar ataques caso o Irã permita uma abertura total e segura do Estreito de Ormuz durante esse período.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, assegurou passagem seguro pelo Estreito, uma rota vital para o transporte de um quinto do petróleo mundial, anteriormente bloqueada pelo país em retaliação aos ataques.

“Se as agressões cessarem, nossas forças armadas interromperão suas operações defensivas”, declarou Araghchi.

Donald Trump mencionou que os EUA estão avançando nas negociações para um acordo de paz duradouro, baseado num plano de 10 pontos apresentado pelo Irã, que inclui o levantamento das sanções, controle iraniano do Estreito de Ormuz e retirada das tropas americanas da região, além da aceitação do programa de enriquecimento de urânio iraniano.

Após o anúncio do cessar-fogo, os mercados asiáticos reagiram positivamente, com quedas nos preços do petróleo, que haviam aumentado devido ao conflito, pressionando economicamente os consumidores americanos.

Israel não se manifestou imediatamente após o acordo, tendo anteriormente incentivado ações mais duras contra o Irã, cujo regime apoia grupos armados anti-israelenses na região.

O prazo estabelecido por Trump expirava no início da noite de terça-feira em Brasília. Antes disso, ele havia ameaçado destruir infraestruturas críticas iranianas, uma ação que poderia constituir crime de guerra por atingir alvos civis.

Palavras do presidente americano levantaram preocupações sobre possíveis incitações a genocídio, o que poderia acarretar em acusações contra militares que cumprissem tais ordens.

Em sua plataforma, Trump escreveu: “Uma civilização inteira morrerá hoje à noite, para nunca mais voltar. Não desejo que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá.”

O papa Leão XIV comentou que essa ameaça era inaceitável para todo o povo iraniano.

O Paquistão atuou como mediador para evitar escalada, enquanto ataques anteriores dos EUA e Israel danificaram infraestruturas importantes no Irã, incluindo pontes e ferrovias, com consequências trágicas.

Além disso, o Exército israelense pediu desculpas após atingir uma sinagoga em Teerã, alvo por engano na tentativa de atacar um comandante iraniano.

O acordo de paz possibilita a manutenção do regime islâmico no Irã, apesar do desejo americano e israelense de sua queda.

Trump acusou o Irã de tentar construir uma arma nuclear, alegação sem respaldo oficial da ONU e dos principais observadores internacionais.

Em retaliação, o Irã atacou países árabes do Golfo que abrigam tropas americanas, enquanto Israel lançou operações militares no Líbano contra o Hezbollah, grupo ligado ao Irã.

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