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Ex-ministro e sócio liberam associações que levantaram R$ 2 bilhões

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José Carlos Oliveira, ex-ministro da Previdência, e seu parceiro Edson Yamada, ex-dirigente do INSS, firmaram convênios com dez entidades sob investigação por um esquema fraudulento que prejudicou beneficiários do INSS, arrecadando quase R$ 2 bilhões indevidamente.

Os dois foram alvo da operação Sem Desconto da Polícia Federal, que conduz investigações e efetuou prisões, incluindo do ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto. Após decisão do ministro André Mendonça, do STF, Oliveira está usando tornozeleira eletrônica.

Entre os contratos firmados, três ocorreram quando Oliveira dirigia o departamento de Benefícios do INSS, responsável pela autorização dos descontos feitos pelas associações. Os outros sete foram assinados por Yamada, que assumiu a diretoria na gestão de Oliveira como presidente do INSS e continuou após sua nomeação como ministro da Previdência no governo Bolsonaro, permanecendo também no início da administração Lula.

Oliveira e Yamada são sócios da consultoria Oriente, que inclui a filha de Oliveira, Yasmin Ahmed Oliveira, entre os integrantes. Yamada também contribuiu financeiramente para a candidatura de Oliveira à vereança em São Paulo, em 2024.

Durante as investigações contra a Conafer, associação responsável pelo desvio de mais de R$ 640 milhões do INSS, foi detectada a intervenção de Oliveira na liberação de recursos para a entidade, mesmo sem a apresentação de documentos obrigatórios. Esta autorização indevida permitiu descontos irregulares em centenas de milhares de benefícios.

A Polícia Federal identificou pagamentos suspeitos vinculados a codinomes atribuídos a Oliveira, que recentemente adotou o nome Ahmed Mohamad após sua conversão ao islamismo. Mensagens interceptadas mostram que Oliveira agradeceu a um operador financeiro da Conafer após receber valores indevidos, facilitando que a associação seguisse com os descontos ilegais.

Com mais de 40 anos de carreira no INSS, iniciada em 1985 quando o órgão se chamava INPS, José Carlos Oliveira ocupou cargos de grande responsabilidade, incluindo gerente-executivo, superintendente, diretor de Benefícios, presidente do INSS e ministro da Previdência até o fim do governo Bolsonaro.

Recentemente, Oliveira foi aposentado enquanto ainda respondia a processo disciplinar na Controladoria-Geral da União, decisão que causou desconfiança entre servidores sobre sua motivação. Consultadas, as defesas de ambas as partes não se pronunciaram.

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