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Filhos de Bolsonaro criticam decisão de Moraes sobre sindicância médica

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Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro demonstraram insatisfação com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou a sindicância aberta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A sindicância visava avaliar o atendimento médico oferecido a Bolsonaro após ele sofrer uma queda na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre prisão por tentativa de golpe de Estado.

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), declarou em redes sociais que Moraes age como um “negacionista” que desrespeita a medicina. Criticou a demora em encaminhar o pai ao hospital, considerado “inaceitável”, e pediu que ele tenha direito à prisão domiciliar. Bolsonaro, porém, não acionou o protocolo de emergência nem aceitou ajuda dos servidores após o acidente.

Flávio também cobrou uma posição do presidente do STF, Edson Fachin, sobre o comportamento de Moraes, acusando-o de agir como um carrasco em vez de um magistrado.

O ex-vereador Carlos Bolsonaro compartilhou críticas do ex-ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, que questionou a rapidez com que o CFM é pressionado em certas decisões, mas a lentidão em ações que garantem direitos básicos, como a saúde de Bolsonaro.

Já o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro repostou uma publicação de perfil bolsonarista que ironiza a decisão do ministro, com a frase “É democracia demais”.

Decisão de Moraes

O ministro considerou a medida do CFM como ilegal e determinou que toda ação relacionada à sindicância seja suspensa em todo o país. Ainda, ordenou que o presidente do CFM preste depoimento à Polícia Federal em até 10 dias para esclarecer a conduta da autarquia.

Também solicitou ao diretor do Hospital DF Star que envie ao STF, em até 24 horas, todos os exames e laudos médicos realizados em Bolsonaro na data da decisão.

O CFM havia iniciado a sindicância para investigar denúncias sobre possível negligência no atendimento ao ex-presidente, que possui um histórico clínico complexo, incluindo múltiplas cirurgias abdominais e outras condições de saúde.

Não acionamento do protocolo de urgência

Bolsonaro não acionou o protocolo de emergência após a queda na Superintendência da PF. Ele informou aos servidores que caiu da cama, mas estava bem e não precisava de ajuda. A queda só foi revelada publicamente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que percebeu o ferimento após uma visita à prisão.

Segundo relatos, Bolsonaro só recebeu atendimento médico após ser chamada a visita, apresentando hematoma no rosto e sangramento nos pés.

O médico da PF que o examinou não identificou necessidade de remoção hospitalar sem aval do STF. Moraes inicialmente negou o pedido da defesa para transferência a hospital, avaliando que não havia urgência para isso.

Posteriormente, a defesa informou que Bolsonaro realizou tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma, que apontaram traumatismo craniano leve com sinais de hematomas nas regiões temporal e frontal direita da cabeça. Após os exames, ele retornou à prisão.

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