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Fundo Amazônia vai premiar ações de povos tradicionais

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O Prêmio Fundo Amazônia-Conhecer e Valorizar vai destacar projetos liderados por povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais que atuam na proteção dos territórios e da floresta na Amazônia Legal.

Essa iniciativa é fruto da parceria entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Cada projeto vencedor receberá R$ 50 mil. A meta é premiar 50 projetos, sendo 15 de organizações indígenas, 15 de comunidades quilombolas e 20 de outros grupos tradicionais, totalizando um investimento de R$ 2,5 milhões.

Tereza Campello, diretora Socioambiental do BNDES, afirmou que o prêmio representa um avanço no papel do Fundo Amazônia.

“Desde 2023, o fundo ampliou seu alcance nos territórios e agora apoia diretamente ações de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, que são fundamentais na defesa da floresta”, destacou a diretora.

“O prêmio reconhece e fortalece esses protagonistas da proteção amazônica.”

Claudia Regina Sala de Pinho, diretora da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável (SNPCT), comentou que o prêmio valoriza a diversidade cultural da Amazônia.

“Ao reconhecer esses povos, evidenciamos modos de vida baseados no bem-estar coletivo, na relação harmoniosa com a natureza e no uso de tecnologias ancestrais, fundamentais para preservar o bioma amazônico”, explicou Claudia.

“Mais que um reconhecimento simbólico, o prêmio eleva a visibilidade e confirma o papel vital desses povos como guardiões da sociobiodiversidade e titulares de direitos”, concluiu.

Toya Manchineri, coordenador-geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), ressaltou o papel essencial dos povos tradicionais na conservação da biodiversidade.

“Nossas comunidades realizam monitoramento, conservação, restauração, manejo e planos de vida em nossas terras indígenas, garantindo a sobrevivência dos povos originários e da humanidade, que depende da Amazônia intacta para o equilíbrio climático e o futuro”, disse Toya.

Inscrições

As inscrições estão abertas até 6 de julho de 2026, devendo ser feitas por meio de edital público disponível nos canais oficiais do Fundo Amazônia.

Para participar, projetos devem ser experiências já realizadas que apresentem resultados concretos em seus territórios. Devem ter uma base territorial clara que permita avaliar sua contribuição para a proteção dos territórios e da floresta.

Serão consideradas iniciativas como vigilância e monitoramento ambiental e territorial, restauração ecológica, preservação da biodiversidade, organização social, formação e práticas culturais para gestão territorial, adaptação climática, segurança alimentar, manejo do fogo e prevenção de incêndios, além de ações ligadas à regularização fundiária.

O processo seletivo terá duas fases: a primeira, conduzida pelo BNDES, avaliará a veracidade das informações, anuência coletiva e regularidade das propostas. A segunda fase consistirá em uma análise qualitativa feita por três comissões de seleção, uma para cada categoria (indígena, quilombola e demais povos tradicionais).

Participam das comissões a Coiab, a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), a Rede de Povos e Comunidades Tradicionais (Rede PCTs), e representantes do governo federal (Ministério dos Povos Indígenas, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Ministério da Igualdade Racial) e dos estados da Amazônia Legal.

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