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Governo afasta 16 ministros para eleições

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O governo federal anunciou esta semana a saída de 16 ministros de Estado que pretendem concorrer nas eleições de outubro. De acordo com a legislação eleitoral, servidores públicos com intenção de disputar cargos eletivos devem deixar seus cargos seis meses antes do pleito, prazo que se encerra neste sábado, 4 de abril.

Essa medida busca impedir o uso da estrutura e recursos públicos, bem como a exposição proporcionada pelo cargo, que poderiam favorecer os pré-candidatos de forma injusta.

Houve ainda a transferência do ministro André de Paula, que saiu da Agricultura para a pasta da Pesca, substituindo Carlos Fávaro.

A maioria dos ministros exonerados foi substituída por seus antigos secretários-executivos, garantindo a continuidade administrativa do governo neste período final. Por exemplo, no Ministério da Pesca, o novo titular é Rivetla Edipo Araujo Cruz, ex-secretário-executivo da pasta. Contudo, três ministérios ainda aguardam nomes para suas lideranças: o Ministério do Empreendedorismo, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e a Secretaria de Relações Institucionais.

As exonerações desta semana somam-se à saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda em 20 de março, para concorrer ao governo de São Paulo, com Dario Durigan assumindo como novo ministro.

A seguir, as mudanças recentes no ministério:

  1. Carlos Fávaro deixou Agricultura para disputar o governo de Mato Grosso, substituído por André de Paula;
  2. Paulo Teixeira saiu do Desenvolvimento Agrário para concorrer a deputado federal, substituído por Fernanda Machiaveli;
  3. Macaé Evaristo deixou Direitos Humanos para disputar cadeira na Assembleia de Minas Gerais, substituída por Janine Mello dos Santos;
  4. André Fufuca saiu do Esporte para concorrer ao Senado no Maranhão, substituído por Paulo Henrique Cordeiro Perna;
  5. Sônia Guajajara deixou Ministério dos Povos Indígenas para possível reeleição como deputada federal, sucedida por Eloy Terena;
  6. Simone Tebet saiu do Planejamento para disputar cargo em São Paulo, substituída por Bruno Moretti;
  7. Silvio Costa Filho deixou Portos e Aeroportos para concorrer a deputado federal, sucedendo Tomé Franca;
  8. Marina Silva saiu do Meio Ambiente para disputar cargo em São Paulo, substituída por Paulo Capobianco;
  9. Renan Filho saiu dos Transportes para disputar o governo de Alagoas, sob comando de George Santoro;
  10. Rui Costa deixou Casa Civil para disputar Senado na Bahia, substituída por Miriam Belchior;
  11. Jader Filho saiu do Ministério das Cidades para possível candidatura a deputado federal, substituído por Antônio Vladimir Lima;
  12. Camilo Santana deixou Educação, aguardando definição de candidatura, substituído por Leonardo Barchini;
  13. Anielle Franco saiu da Igualdade Racial para disputar deputada federal, sucedida por Rachel Barros de Oliveira;
  14. Márcio França deixou o Ministério do Empreendedorismo, sem substituto definido;
  15. Geraldo Alckmin foi exonerado do MDIC para concorrer a vice-presidente, sem substituto ainda;
  16. Gleisi Hoffmann saiu da Secretaria de Relações Institucionais para disputar Senado, aguardando substituição.

Algumas candidaturas ainda podem ser alteradas. Conforme o calendário eleitoral, as convenções partidárias ocorrerão de 20 de julho a 5 de agosto para definir coligações e candidaturas aos cargos executivos e legislativos nas eleições de 2026. Os registros de candidatura devem ser entregues até 15 de agosto à Justiça Eleitoral.

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