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Irã executa dois homens por ligação com Israel em protestos
O Irã realizou a execução de dois indivíduos neste domingo (5), que foram considerados culpados de colaborar com Israel e os Estados Unidos durante os protestos contra o governo ocorridos em janeiro, conforme informações do sistema judicial.
Mohamad-Amin Biglari e Shahin Vahedparast foram enforcados após a revisão do caso e a confirmação do veredito pela Suprema Corte, segundo a agência Mizan, ligada ao Judiciário.
Ambos estiveram envolvidos nas manifestações contrárias ao governo que alcançaram seu ápice no começo deste ano.
Desde o final de fevereiro, quando o conflito começou após ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, várias pessoas associadas a manifestações e grupos dissidentes, em particular integrantes da organização Mujahedins do Povo do Irã (MEK), considerada uma entidade terrorista, foram executadas.
Na última semana, o governo iraniano executou dois membros do MEK, somando-se às quatro execuções feitas anteriormente desta mesma facção no início da semana.
Na quinta-feira, um jovem de 18 anos também foi executado após ser condenado por colaborar com os interesses de Israel e Estados Unidos durante os protestos, juntando-se a outras três execuções realizadas em março por motivos similares.
O regime iraniano reconhece mais de 3.000 mortes durante os protestos, enquanto a organização Human Rights Activists News Agency (HRANA) reporta um número superior a 7.000 vítimas fatais.


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