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Irã responde ataque a petroquímica na Arábia Saudita
Após Israel realizar ataques duplos a uma das principais instalações petroquímicas do Irã, o país persa retaliou atingindo um complexo petroquímico na Arábia Saudita e prometeu eliminar restrições para futuros ataques, agravando uma crise no mercado energético mundial.
Simultaneamente, Israel anunciou planos para bombardear linhas férreas no Irã. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou uma ameaça severa afirmando que “toda uma civilização pode acabar esta noite”, caracterizando um provável crime de guerra contra uma população de 90 milhões de pessoas.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) declarou que suspenderá a contenção mantida até o momento nos ataques. “Nossos parceiros regionais nos EUA devem entender que, até agora, por questões de boa convivência, exercemos grande moderação e escolhemos cuidadosamente os alvos, mas isso acabou”, comunicou a IRGC.
Tel-Aviv atacou repetidamente o complexo de Shiraz, conhecido pela produção de fertilizantes essenciais na agricultura. Israel justificou o ataque alegando que a unidade fabricava ácido nítrico utilizado na confecção de explosivos.
Outra instalação petroquímica atacada fica na província de Bushehr, no sul do Irã, e a Companhia Nacional de Petroquímica iraniana investiga os danos causados.
Fontes militares dos EUA revelaram ataques a ilha de Khang, importante ponto das exportações de petróleo e gás do Irã, mas Teerã não confirmou essas ações.
Em retaliação, o Irã afirmou ter bombardeado com êxito o complexo petroquímico de Jubail, na Arábia Saudita, um dos maiores do mundo, prejudicando ainda mais a crise energética global.
“Vamos atingir infraestruturas dos EUA e seus aliados para que fiquem privados de petróleo e gás da região por anos”, declarou a Guarda Revolucionária.
A Arábia Saudita não comentou os ataques. A IRGC mencionou que empresas americanas, como Sadara, ExxonMobil e Dow Chemical, participam das operações desses complexos.
Além disso, o Irã disse ter bombardeado o complexo em Ju’aymah, ligado à empresa americana Chevron Phillips, e um navio porta-contêiner israelense nos Emirados Árabes Unidos.
“A destruição do navio é um aviso severo a qualquer embarcação que coopere com Israel e os EUA”, declarou a IRGC.
Esses ataques representam a 99ª onda de ações iranianas desde 28 de fevereiro, data do início das hostilidades.
Quanto às perdas humanas, o Irã registrou pelo menos 109 mortos em 24 horas, segundo a Agência de Direitos Humanos do Irã, ligada a opositores do governo. A agência relatou que foram 573 ataques em 20 províncias e que desde o início do conflito 1.600 civis foram mortos, incluindo 248 crianças, além de 1.200 militares iranianos, com 711 mortos ainda sem classificação confirmada.


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