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Irlanda rejeita acordo comercial entre UE e Mercosul
A Irlanda anunciou que votará contra o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul nesta sexta-feira, conforme declarou hoje o vice-primeiro-ministro Simon Harris. Esta decisão coloca a Irlanda ao lado de países como França, Hungria e Polônia, que também são contrários ao acordo. No entanto, dentro do bloco europeu, acredita-se que o voto contrário não será suficiente para impedir a aprovação do acordo na votação da Comissão Europeia marcada para amanhã.
“A posição do governo quanto ao Mercosul sempre foi clara: não apoiamos o acordo na forma apresentada. Iremos votar contra ele”, afirmou Harris em comunicado oficial.
O Conselho da UE pode aprovar o acordo, que está sendo negociado desde 1999, ainda nesta sexta-feira, apesar da oposição de alguns Estados-membros, o que possibilitará que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o assine na próxima segunda-feira.
Apesar da resistência da França, Polônia, Hungria e Irlanda, espera-se que a Comissão Europeia receba a aprovação da maioria dos 27 países membros da UE na votação em Bruxelas.
Uma reunião recente entre os ministros da Agricultura do bloco foi fundamental para acalmar os protestos dos produtores rurais contra o acordo.
A Itália, que anteriormente havia se alinhado com o grupo de oposição liderado pela França, conseguiu importantes concessões que não estavam previstas nas negociações até o último fim de semana. Aproximadamente 45 bilhões de euros do próximo orçamento da UE serão antecipados para reduzir a insatisfação dos agricultores europeus.
O tratado entre UE e Mercosul criaria a maior área de livre comércio global, mas o setor agrícola europeu teme os efeitos de uma grande entrada de produtos sul-americanos, como carne, arroz, mel e soja.
Na declaração, o vice-primeiro-ministro irlandês expressou insatisfação com as concessões feitas pela Comissão Europeia para tentar atender as demandas do seu país.
Harris afirmou: “Apesar de a UE ter aceitado uma série de medidas adicionais, elas ainda não são suficientes para garantir a satisfação dos cidadãos irlandeses.”

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