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Israel usa IA para melhorar alerta contra ataques aéreos

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Na atual guerra na Faixa de Gaza e em recentes conflitos com o Irã, Israel passou a utilizar inteligência artificial para aprimorar seu sistema de alerta antecipado de mísseis.

Durante o conflito de 12 dias com o Irã em junho do ano passado, os alarmes disparavam para toda a cidade, exigindo que os moradores buscassem abrigo diversas vezes ao dia.

Agora, os sistemas de alerta são muito mais avançados e específicos para áreas determinadas.

Sarah Chemla, mãe de 32 anos, testemunhou o nascimento de seu segundo filho em um búnquer subterrâneo em Tel Aviv durante a guerra de 2025 contra o Irã.

Antes, cada sirene tocava para toda a cidade, mas atualmente a precisão do sistema permite alertas localizados. “Passamos menos tempo nos abrigos, embora o estresse ainda exista”, afirma.

Desde o conflito deflagrado em 28 de fevereiro entre Israel, os Estados Unidos e o Irã, o país permanece em constante vigilância.

Sarah já não precisa mais acordar seus filhos com o som de cada sirene e algumas noites conseguem dormir tranquilamente.

“Anteriormente, os alarmes abrangiam toda Tel Aviv a cada lançamento de míssil que se aproximava. Hoje, os avisos são muito mais localizados. Se um projétil direcionar-se para o sul da cidade, recebo só um pré-alerta sem precisar perturbar o sono das crianças,” explica à AFP.

Nos últimos meses, o sistema de defesa civil israelense foi modernizado para tornar mais suportável a vida sob a ameaça constante.

Essa evolução foi viabilizada pela IA, que auxilia na previsão dos locais onde os projéteis provavelmente cairão.

1.700 áreas de alerta

Desde o ataque do Hamas em Gaza em 7 de outubro de 2023, que deu início à guerra na região, mais de 60.000 mísseis, foguetes, drones e outras ameaças aéreas foram lançados contra Israel, informou o ex-comandante da defesa aérea Ran Kochav.

Cada lançamento passa por uma análise detalhada, que considera fatores como trajetória, condições meteorológicas, ângulo de lançamento e assinaturas de radar, processados com o apoio da IA.

A empresa de defesa Elbit Systems implementou o sistema SkyEye para reforçar essa capacidade, de acordo com a imprensa local.

Yehoshua Kalisky, expert em laser e pesquisador do Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS) de Tel Aviv, explica que “a IA integra milhões de dados para realizar uma fusão eficiente dessas informações”.

Para cada disparo proveniente do Irã ou do Líbano — onde Israel também enfrenta o Hezbollah, aliado iraniano —, a previsão de impacto é comunicada ao Comando da Retaguarda do exército, responsável pela proteção civil.

Há quase duas décadas, na guerra contra o Hezbollah em 2006, o país estava dividido em 25 zonas de alerta, mas atualmente esse número subiu para 1.700.

As principais cidades são agora segmentadas em subáreas para evitar confinamentos desnecessários de grandes populações em abrigos.

O principal meio de comunicação com a população é um aplicativo instalado em mais de quatro milhões de celulares, que envia alertas geolocalizados e em tempo real.

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