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Kast visita Milei e destaca momento histórico de integração
O presidente da Argentina, Javier Milei, e seu homólogo do Chile, José Kast, chegaram a um acordo nesta segunda-feira (6), em Buenos Aires, para avançar na cooperação comercial, turística e de segurança entre as duas nações, durante a primeira visita oficial do presidente chileno desde sua posse.
Os líderes de direita reuniram-se por mais de uma hora na Casa Rosada em um encontro descrito por Kast como “extremamente produtivo”.
“Este é um momento marcante para a integração nas áreas de turismo, comércio, investimento e mineração”, afirmou o presidente chileno durante a coletiva de imprensa na embaixada do Chile em Buenos Aires.
Os presidentes pretendem fortalecer uma aliança que possa equilibrar a influência do governo de esquerda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região.
O conservador Kast mencionou ainda que discutiram a questão da imigração ilegal e do crime organizado, destacando o corredor humanitário proposto para o retorno dos venezuelanos que vivem no Chile via Peru, Equador e Colômbia.
“A viabilidade para iniciar essa ação foi bastante facilitada pelas mudanças políticas recentes na Venezuela”, comentou Kast referindo-se à queda de Nicolás Maduro. “Planejamos agir firmemente contra os imigrantes irregulares nos próximos meses”, acrescentou.
Visita oficial e questões judiciais
A visita de Kast mantém a tradição de que o presidente chileno faça sua primeira viagem oficial para a Argentina, o segundo maior parceiro comercial do Chile na América Latina, com um intercâmbio estimado em cerca de 7,98 bilhões de dólares em 2025 (aproximadamente 44 bilhões de reais).
O encontro também ocorre após a tentativa frustrada de capturar Galvarino Apablaza, um ex-guerrilheiro chileno buscado por Santiago por envolvimento no assassinato do ex-senador Jaime Guzmán em 1991, uma figura proeminente da direita no Chile.
Kast afirmou: “Confiamos totalmente no apoio do governo argentino e esperamos que Apablaza seja capturado em breve e entregue ao Chile”.
Apablaza fugiu para a Argentina em 1993 e possuía status de refugiado político desde 2010, o qual foi revogado em fevereiro deste ano. Contudo, apesar da ordem de prisão emitida recentemente, a polícia não conseguiu localizá-lo.
“Ele atualmente está foragido da Justiça”, declarou Kast, que agradeceu a Milei por oferecer uma recompensa a quem colaborar com informações para sua captura.
O advogado de Apablaza, Rodolfo Yanzón, afirmou que a prisão seria ilegal, pois ainda não foram esgotadas todas as possibilidades para manter o status de refugiado, e que recorrerá a instâncias internacionais.
Para o presidente chileno, “todos os processos judiciais e recursos apresentados apenas mostram que a pessoa tenta se evadir da Justiça”.


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